Ponte Preta: Eberlin detalha novo Transfer Ban e explica situação salarial
A Ponte Preta recebeu na última sexta-feira (18) um ofício da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) que determinou a aplicação de um “transfer ban” ao clube. A medida suspende todas as negociações com jogadores por seis meses ou até a quitação da dívida.
A punição decorre do atraso no pagamento do parcelamento firmado no ano passado, que reúne débitos da Macaca junto à CBF.
Segundo o documento assinado pela coordenadora da Divisão de Regulação da CNRD, Ingrid Carolini Grandini Rodrigues, a relatora Ana Beatriz Macedo não constatou o cumprimento das obrigações com vencimento nos dias 20 e 30 de junho. O texto ressalta que “para regularizar os pagamentos, a A.A. Ponte Preta deve observar todas as determinações da Ordem Processual Nº 4, ou seja, respeitar a destinação de 25% de cada parcela aos credores, conforme indicado nos itens 86 a 88, e respeitar a atualização monetária de cada um dos certificados”. A suspensão da sanção dependerá da comprovação da regularização dos pagamentos pendentes.
O clube enfrenta uma dívida total estimada em mais de R$ 404 milhões. Em 2023, a Ponte Preta negociou e pagou R$ 3 milhões, e em 2024, R$ 18 milhões, conforme acordo com a CNRD.
A mensalidade do parcelamento é de R$ 100 mil, mas o pagamento semestral não foi quitado em junho, o que motivou a penalização. A meta do clube é quitar 20% do total até o fim de 2025.
O presidente Marco Antonio Eberlin afirmou que a inadimplência foi causada por três bloqueios judiciais que somam R$ 4 milhões, todos referentes a dívidas de gestões anteriores. Com a regularização programada para os próximos dias, o clube poderá voltar a contratar e tenta reforçar o elenco ainda nesta janela, aberta até 2 de setembro.
Sobre a situação salarial, Eberlin comentou à Rádio Bandeirantes: “Temos que pagar até o fim do mês o elenco (o salário de junho). Temos três jogadores que não tiveram a totalidade dos salários pagos. A comissão técnica está atrasada (o salário). Mas tudo vem sendo conversado”.
Segundo o presidente, a folha salarial da Macaca, incluindo atletas e comissão técnica, gira em torno de R$ 1,5 milhão por mês, e o pagamento costuma ocorrer até o fim do mês seguinte ao trabalhado, sem seguir a convenção do quinto dia útil.
Até o momento, o único reforço confirmado para a temporada é o lateral-esquerdo Kevyn, contratado junto ao Paysandu.
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