Ponte Preta: clube corre contra o tempo para regularizar salários e evitar punições na Fifa
A Ponte Preta intensificou os esforços para regularizar salários atrasados e evitar sanções da Fifa. A situação acendeu um alerta interno porque, pelas normas internacionais do futebol, atrasos prolongados podem gerar impactos diretos tanto no elenco quanto no planejamento esportivo do clube.
O principal ponto de atenção é o Artigo 14-Bis do Regulamento sobre o Status e Transferência de Jogadores da Fifa, que permite ao atleta pedir a rescisão unilateral do contrato caso fique mais de dois meses sem receber salários. Para isso, o jogador precisa notificar formalmente o clube e conceder um prazo mínimo para pagamento. Se a pendência não for resolvida, a rescisão pode ocorrer sem custo para o atleta.
Além da possibilidade de perda de jogadores, a Ponte também corre o risco de sofrer punições administrativas caso as pendências avancem para processos formais na Fifa. Em casos mais graves, o clube pode ser alvo de sanções como bloqueio de registros de novos atletas, multas e outras restrições que afetam diretamente o departamento de futebol.
Nos bastidores, a diretoria trabalha para impedir que os atrasos ultrapassem os limites previstos no regulamento. A estratégia passa por negociações internas com o elenco, tentativa de parcelamento de débitos e busca por receitas emergenciais, com o objetivo de ganhar tempo e evitar notificações oficiais.
A avaliação interna é de que qualquer agravamento da situação pode comprometer não apenas o elenco atual, mas também o planejamento para 2026. Por isso, o foco imediato da gestão é reduzir o passivo salarial e afastar o risco de punições previstas nos regulamentos da Fifa.
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