Guarani: “Parece que o time apaga, desliga da tomada”, analisa CH

Guarani: “Parece que o time apaga, desliga da tomada”, analisa CH
Foto de Raphael Silvestre

Por Carlos Henrique

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Futebol é equilíbrio. Equilíbrio defensivo e equilíbrio ofensivo. O Guarani demonstrou volume de jogo contra o Ypiranga. Teve posse de bola, escanteios, chutes a gol, jogadas dentro da área, chegadas à linha de fundo e bolas recuperadas. Em praticamente todos os requisitos estatísticos, foi superior ao adversário.

Mas faltou malandragem. Faltou traquejo.

Como disse o Maurício Antônio, de maneira muito inteligente, esse é um time qualificado dentro dos adversários da Série C e vai se classificar. Só que precisa ter um pouco mais de tato com a bola e de vivência no futebol para não permitir determinadas situações.

O primeiro gol do Ypiranga é um exemplo claro. É uma bola sem peso dentro da área. O Guarani tem três jogadores na disputa, eles conseguem se atrapalhar e o jogador aparece por trás para marcar. Não pode acontecer.

Três minutos depois, vem o segundo gol. O jogador do Ypiranga tem uma liberdade enorme no meio-campo, depois acontece uma saída de bola equivocada e ele bate de fora da área. É uma bola defensável. O Caíque França não pode tomar o gol que tomou.

E essas observações precisam ser feitas porque todos sabiam que seria um jogo complicado. O Ypiranga é um time bem treinado, perigoso. Mas o Guarani teve oportunidade de ganhar e ganhar bem, mais uma vez.

Contra o Anápolis, pelo número de oportunidades que criou, era para ter feito dois ou três gols de diferença. Não conseguiu. Hoje aconteceu a mesma coisa.

Não tivemos tantos gols perdidos, mas o time buscou, guerreou, tentou de todas as maneiras. O problema apareceu no momento em que precisava estar sem a bola, defender, ter equilíbrio e tranquilidade. Não teve no primeiro gol e também não teve no segundo.

E como imaginar que o Caíque França vai tomar aquele gol? É difícil. É complicado.

Eu sei que a torcida está muito chateada. Se eu fosse torcedor e tivesse ido ao campo, também ficaria. Porque até o segundo gol, quando o Guarani voltou para o segundo tempo, voltou bem, mordendo, fez 2 a 0 e estava com o jogo controlado.

Não era para ter acontecido o que aconteceu. Parece que o time apaga, desliga da tomada. Isso não pode acontecer.

E como o Elio Sizenando precisa corrigir isso? É necessário detectar, taticamente, quem não está cumprindo aquilo que foi determinado. Também achei que o treinador demorou para mexer no time. Ele deveria ter mexido no meio.

O Carlos Eduardo e o Isaque deram, depois do segundo gol, alguns indicativos de cansaço. E, quando o jogador está cansado, mesmo tendo muita força física, começa a errar passe, errar cruzamento. Aí fica um pouco mais complicado.

De qualquer maneira, 2 a 2 não é um desastre de resultado. É melhor do que perder. Mas esses números preocupam. Nos últimos sete jogos, o Guarani ganhou apenas um na reta final do campeonato.

O empate não foi desastroso. O problema é que o Guarani deixou escapar, mais uma vez, uma oportunidade. Uma chance de fazer três pontos na Série C.

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