Ponte Preta: diretoria não cumpre promessa de derrubar transfer ban, atrasa pagamento e segue sem reforços

Ponte Preta: diretoria não cumpre promessa de derrubar transfer ban, atrasa pagamento e segue sem reforços

Sem recursos em caixa, Macaca diminui mobilização para quitar dívidas e agora depende do avanço da SAF para tentar liberar inscrições na Série B

O que você precisa saber

  • A Ponte Preta não conseguiu derrubar as punições que impedem o registro de novos jogadores e segue sem regularizar os oito reforços contratados para a sequência da Série B
  • O presidente Luiz Torrano havia trabalhado com a expectativa de solucionar os débitos até 20 de julho, quando foi aberta a janela de transferências
  • A Macaca tem duas punições de transfer ban na Fifa e uma pendência na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD)
  • O clube não quitou a segunda parcela de um acordo de R$ 227.777,75 relacionado ao zagueiro Luis Haquin
  • Sem dinheiro em caixa, a diretoria não trabalha com a perspectiva de quitar as dívidas com recursos próprios e passou a atrelar a solução ao avanço da SAF
  • O Portal CB apurou que a mobilização interna para derrubar as punições diminuiu diante da situação esportiva e financeira do clube
  • Lanterna da Série B, com dez pontos e 17 jogos sem vencer, a Ponte tem recorrido a jogadores da base para completar os relacionados
  • Além das dificuldades para inscrever reforços, o clube também perdeu jovens jogadores recentemente: Paulo Manoel acertou com o Internacional, enquanto Diogo Lima vai para o Benfica, de Portugal

A Ponte Preta segue sem conseguir solucionar os problemas que impedem a inscrição dos oito reforços contratados para a sequência da Série B. A expectativa da diretoria era derrubar as punições e regularizar os jogadores a partir da abertura da janela de transferências, em 20 de julho, mas a promessa não foi cumprida.

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Sem dinheiro em caixa para quitar os débitos, a Macaca diminuiu a mobilização para tentar resolver as pendências e passou a atrelar a solução ao avanço do processo de transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Atualmente, a Ponte Preta tem duas punições de transfer ban na Fifa. A primeira está relacionada ao mecanismo de solidariedade envolvendo o Iguazú Nippon, do Paraguai. A segunda é mais recente e envolve uma dívida com o zagueiro Luis Haquin.

Neste último caso, o clube não conseguiu cumprir a segunda parcela de um acordo no valor de R$ 227.777,75. O novo inadimplemento manteve a punição ativa e impediu a regularização de jogadores contratados pela diretoria.

Além das pendências na Fifa, a Ponte também enfrenta uma punição na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). O clube tem parcelas atrasadas no Plano Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT) junto à Justiça do Trabalho e corre o risco de perder o parcelamento mensal com os credores em caso de sucessivos inadimplementos.

Na prática, a situação impede que os oito reforços contratados para a sequência da Série B sejam registrados. O técnico Márcio Zanardi tem precisado recorrer principalmente aos jogadores formados nas categorias de base para completar a lista de relacionados.

A situação financeira também reduziu a perspectiva de uma solução por recursos próprios. O Portal CB apurou que a diretoria diminuiu a mobilização para derrubar as punições e trabalha com a expectativa de que a aprovação da SAF possa abrir caminho para o pagamento dos débitos.

O cenário se agravou pela situação esportiva. A Ponte é a lanterna da Série B, com dez pontos, e não vence há 17 rodadas. O clube também convive com um departamento médico cheio e perdeu jogadores importantes durante a campanha.

Os dois últimos desfalques de peso são Kevyson e Elvis. Ambos sofreram lesões ligamentares no joelho e estão fora do restante da temporada.

Com o elenco profissional cada vez mais limitado, a base passou a ter participação ainda maior no planejamento de Zanardi. O problema é que até mesmo jogadores das categorias inferiores começaram a deixar o clube.

O lateral-esquerdo Paulo Manoel, considerado uma promessa da categoria sub-17 da Ponte, não faz mais parte do elenco alvinegro. O jogador acertou sua transferência para o Internacional.

Outro caso é o do atacante Diogo Lima, de apenas 16 anos. O jovem também deixou a Macaca e vai reforçar a equipe sub-20 do Benfica, de Portugal.

Assim, enquanto tenta encontrar uma solução financeira para as punições, a Ponte Preta precisa administrar simultaneamente a falta de reforços, as lesões e a saída de jogadores. A tendência, diante do atual cenário, é que o técnico Márcio Zanardi utilize cada vez mais atletas da base nas rodadas finais da Série B.

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