Ponte Preta: diretoria recorre à base para evitar W.O. e aumenta insatisfação nos bastidores
O que você precisa saber
- Ponte Preta terá um time formado 100% por jogadores da base contra o América-MG
- Elenco profissional manteve a paralisação iniciada na última quarta-feira
- Diretoria convocou atletas do sub-20 e levou 17 jogadores para Belo Horizonte
- Jogadores entendem que o clube priorizou evitar um W.O. em vez de solucionar os atrasos salariais
- Até atletas emprestados, que não possuem os mesmos problemas financeiros, aderiram à paralisação em solidariedade aos companheiros
- Gilson Kleina teve participação limitada nas tentativas de negociação com o elenco
- Ponte enfrenta o América-MG neste domingo, às 16h, no Independência
A Ponte Preta vai entrar em campo neste domingo, contra o América-MG, com uma equipe formada exclusivamente por jogadores das categorias de base. A medida foi tomada pela diretoria para evitar um W.O. depois que o elenco profissional decidiu manter a paralisação das atividades em razão dos salários atrasados.
A decisão de utilizar os jogadores da base, porém, aumentou a insatisfação nos bastidores do Moisés Lucarelli. O entendimento de parte do elenco profissional é de que a prioridade da diretoria, neste momento, passou a ser evitar o constrangimento de um W.O., enquanto os compromissos financeiros com os jogadores continuam sem solução.
A paralisação começou na quarta-feira, quando os atletas se reapresentaram no CT do Jardim Eulina e comunicaram à comissão técnica que não realizariam os treinamentos até que houvesse uma sinalização concreta sobre o pagamento dos salários atrasados.
A diretoria tentou convencer o grupo a pelo menos disputar a partida contra o América-MG enquanto buscava recursos para quitar parte da dívida, mas não houve acordo.
O movimento ganhou ainda mais força com a adesão de jogadores que não estão necessariamente na mesma situação financeira dos demais. Lucas Cunha e Sergio Palacios, emprestados pelo Bragantino, além de David da Hora e Brandão, cedidos pelo Coritiba, decidiram apoiar a paralisação.
A expectativa da diretoria era contar com esses quatro atletas para a partida em Belo Horizonte, justamente porque parte ou a totalidade dos salários deles é responsabilidade dos clubes de origem. Mesmo assim, eles optaram por permanecer ao lado dos companheiros.
Gilson Kleina, que assumiu o comando da Ponte nesta semana, teve participação limitada nas conversas. O treinador chegou ao clube quando o processo de paralisação já estava avançado e não conseguiu conversar com parte dos jogadores para tentar reverter a decisão.
Diante do impasse, a comissão técnica passou a trabalhar exclusivamente com atletas das categorias de base. Ao todo, 17 jogadores foram relacionados para a viagem a Belo Horizonte:
Goleiros: Guilherme Viana, 23 anos, e Vinícius Ferrari, 23 anos.
Zagueiros: Gustavo Almeida, 20 anos, e Diego Leão, 21 anos.
Laterais: Júlio, 19 anos; Matheus Souza, 17 anos; Gabriel Cicala, 18 anos; e Kawann, 21 anos.
Volantes: Gustavo Telles, 21 anos; Juan, 20 anos; Ryan Andrade, 18 anos; e Caio Vinícius, 18 anos.
Meias: Miguel, 21 anos, e Cacá, 20 anos.
Atacantes: Damião, 17 anos; Nicolas, 20 anos; e Thevyn, 20 anos.
A Ponte Preta é a lanterna da Série B, com dez pontos, e não vence há 18 rodadas. O duelo contra o América-MG será disputado neste domingo, às 16h, na Arena Independência. O Coelho também está na zona de rebaixamento, com 11 pontos.
Portal CB no YouTube! Acompanhe vídeos do time do seu coração com informação, debate e curiosidades. Gols, comentários e entrevistas todos os dias com a Equipe de Carlos Batista. Se inscreva no canal e ative as notificações. Clique aqui e acesse.



