Ponte Preta: Zanardi entra para a história com pior início de um treinador em 126 anos

Ponte Preta: Zanardi entra para a história com pior início de um treinador em 126 anos
Foto de Marcos Ribolli

O que você precisa saber

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  • Márcio Zanardi se tornou o primeiro treinador da história da Ponte Preta a perder os cinco primeiros jogos no comando da equipe;
  • O levantamento é do jornalista Lucas Rossafa;
  • Em quase 126 anos de história, nenhum dos 102 técnicos que dirigiram a Macaca por pelo menos cinco partidas teve aproveitamento de 0% nos primeiros 15 pontos disputados;
  • A sequência negativa acontece em meio à grave crise financeira e administrativa enfrentada pelo clube;
  • A Ponte não vence há 11 rodadas na Série B, ocupa a vice-lanterna e convive com sério risco de um segundo rebaixamento na temporada.

Início histórico… pelo lado negativo

A passagem de Márcio Zanardi pela Ponte Preta começou da pior forma possível. Derrotado pelo Criciúma na última rodada da Série B, o treinador alcançou uma marca inédita na história alvinegra.

Com cinco derrotas em cinco partidas, Zanardi tornou-se o primeiro técnico, em quase 126 anos de existência da Ponte Preta, a perder os cinco primeiros jogos no comando da equipe.

O levantamento foi realizado pelo jornalista Lucas Rossafa e evidencia o momento dramático vivido pelo clube dentro e fora das quatro linhas.

Nenhum outro treinador teve desempenho tão ruim

Segundo o estudo, 102 treinadores dirigiram a Ponte Preta por, no mínimo, cinco partidas ao longo da história.

Nenhum deles iniciou o trabalho com aproveitamento de 0% nos primeiros 15 pontos disputados.

Desde que substituiu Rodrigo Santana, Márcio Zanardi acumula derrotas para:

  • Juventude – 3 a 0 (Alfredo Jaconi);
  • Novorizontino – 2 a 0 (Moisés Lucarelli);
  • Atlético-GO – 2 a 0 (Antônio Accioly);
  • Fortaleza – 2 a 0 (Arena Castelão);
  • Criciúma – 2 a 1 (Moisés Lucarelli).

Além do desempenho sem pontuar, a equipe marcou apenas um gol nas cinco partidas e sofreu 11.

Crise vai além do campo

Os números refletem um cenário muito mais amplo do que apenas os resultados.

A Ponte Preta atravessa uma das maiores crises de sua história recente. Além da campanha que a mantém na vice-lanterna da Série B, o clube convive com atrasos salariais, diversas ações trabalhistas, saídas de jogadores por falta de pagamento, dificuldades para contratar em razão do transfer ban e um ambiente político cada vez mais pressionado.

Nos últimos dias, atletas como William Pottker, Diego Tavares, Tárik, Lucas Justen e Diogo Silva deixaram o clube, enquanto o capitão Elvis fez duras críticas públicas à diretoria comandada por Luiz Torrano.

Missão cada vez mais complicada

A situação esportiva também preocupa. A Ponte Preta não vence há 11 partidas na Série B, com 10 derrotas e um empate no período.

Restando dois jogos para o fim do primeiro turno, a equipe segue afundada na zona de rebaixamento e precisará de uma campanha próxima à de um postulante ao acesso na segunda metade da competição para evitar a queda à Série C.

Depois do rebaixamento no Campeonato Paulista, a Macaca corre o risco de encerrar 2026 com uma marca ainda mais dolorosa: o segundo descenso na mesma temporada, algo que agravaria uma crise considerada histórica dentro do Moisés Lucarelli.

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