Ponte Preta: Torrano diz que salários são prioridade e não descarta SAF para o futuro
O presidente da Ponte Preta, Luiz Torrano, quebrou o silêncio e atendeu a imprensa para falar sobre a crise do clube.
Um mês após assumir oficialmente o posto de líder da diretoria executiva, o dirigente citou a questão financeira como prioridade neste momento.
“É bom que se frise que nós já levantamos aproximadamente, um pouco mais, um pouco menos, de R$ 5 milhões. Tivemos o transfer ban, tivemos os salários de dezembro e outras despesas caseiras. Tivemos a venda do Jeh que nos ajudou e agora estamos aguardando as cotas da CBF, além de fechar contratos de publicidade e também procurando bancos que nos concedam empréstimos financeiros. Essa é a forma que pretendemos colocar em dia e pagar os salários para amenizar a nossa crise”, explicou.
“Precisamos regularizar os pagamentos dos salários dos atletas. Mas isso é da alçada da diretoria de futebol. Eberlin, Brigatti, Koyama e outros dirigentes estão fazendo o planejamento. Obviamente que a parte técnica será elaborada por eles e vão me trazer para analisar a questão financeira. Isso já foi estabelecido para todos diretores. Eu acredito que virá um belo projeto para a Série B de 2026. Estou aguardando esse projeto para analisar e deferir ou indeferir. Espero que se cumpra tudo nos conformes”, completou.
Torrano também não descartou uma futura SAF para auxiliar na gestão das dívidas e aumentar o poder econômico do clube, mas alertou para os riscos. Ele também disse que nenhuma proposta apresentada animou a diretoria.
“Tudo depende do parceiro para SAF. Se o parceiro for firme, essa é uma opção. Porque anteriormente à SAF vem a Recuperação Judicial, que é colocar todos os débitos em uma mesma ação e fazer o plano de pagamento. Esse parceiro tem que ser firme, tem que ter lastro e nos dar garantias que será cumprido regularmente as parcelas da RJ que antecede à SAF. Porque se não cumprir as parcelas da Recuperação Judicial é fechar o clube. Então depende do parceiro. Temos propostas, mas nenhuma nos animou”, completou.
Ao ser questionado no programa Esporte em Debate, da Rádio Bandeirantes, sobre uma reconciliação com dirigentes antigos, como o caso de Sérgio Carnielli, Torrano afirmou ser uma possibilidade, mas que neste momento tem outras prioridades.
“Não só pretendo chamar o senhor Sérgio Carnielli, como na medida do possível todos os outros credores. Eu só preciso ter tempo para fazer levantamento de dinheiro através de publicidade e cotas da CBF para honrar os salários de janeiro que vão vencer em fevereiro”, encerrou.
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