Ponte Preta: Justiça usa cota da Copa do Brasil como garantia em parcelamento de dívidas
A situação financeira da Ponte Preta ganhou um novo capítulo nesta semana, mas com um esclarecimento importante em relação às informações iniciais sobre possível bloqueio de receitas do clube.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) enviou ofício à CBF envolvendo valores da Copa do Brasil, mas não determinou bloqueio imediato da cota da Ponte Preta. Na prática, a medida funciona como garantia dentro do Programa Especial de Pagamento Trabalhista (PEPT), solicitado pelo próprio clube.
A Ponte havia interrompido os pagamentos do parcelamento trabalhista e, diante disso, pediu à Justiça do Trabalho o retorno ao PEPT, oferecendo como contrapartida a cessão da cota a que tem direito na Copa do Brasil. Ou seja, os valores só serão retidos caso o clube deixe de cumprir alguma parcela do acordo.
Dessa forma, a Justiça não impede o recebimento da receita de forma automática. A retenção só ocorre em caso de novo descumprimento, funcionando como um mecanismo de segurança para os credores trabalhistas e evitando a execução imediata da dívida.
Internamente, a diretoria entende a medida como necessária para manter o parcelamento ativo e evitar consequências mais severas, como bloqueios diretos em contas ou novas execuções. Ainda assim, o episódio escancara a fragilidade financeira herdada de gestões anteriores e mantém a Ponte sob constante vigilância judicial em meio à temporada.
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