Ponte Preta: diretoria diz que reajuste dos ingressos ocorreu por “necessidade”
O que você precisa saber
- A diretoria da Ponte Preta se pronunciou oficialmente sobre o aumento do preço dos ingressos para a partida contra o Cuiabá, marcada para as 19h desta terça-feira (9).
- O duelo, válido pela 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, terá bilhetes variando de R$ 50 (meia-entrada na arquibancada) até R$ 150 (inteira no setor vitalícia).
- Segundo a cúpula alvinegra, a majoração ocorreu por “necessidade” para cobrir custos operacionais e não tem qualquer caráter de retaliação aos protestos feitos pela torcida no jogo contra o Botafogo-SP.
- O clube informou que fez um esforço para quitar R$ 2,5 milhões em salários na última sexta-feira e, por isso, precisou subir o valor para não onerar o caixa.
- A justificativa não apaziguou os ânimos. Nas redes sociais, os torcedores manifestaram forte repúdio aos novos valores.
- Os números oficiais da CBF mostram que a Macaca vem acumulando prejuízos na operação dos seus jogos em casa nesta Série B.
O peso dos números e o déficit no Majestoso
A polêmica envolvendo a escalada no preço dos ingressos para o decisivo confronto contra o Cuiabá ganhou um posicionamento oficial do Moisés Lucarelli. Após a torcida demonstrar forte indignação e repúdio nas redes sociais, a diretoria da Ponte Preta veio a público para justificar que o aumento não se trata de uma retaliação aos recentes protestos da arquibancada, mas sim de uma matemática financeira.
Em nota oficial, a cúpula alvinegra alegou que o reajuste nos setores do estádio Majestoso será aplicado de forma “excepcional” para o duelo desta terça-feira, visando mitigar os prejuízos e bancar a operação do jogo.
“A Ponte Preta informa a majoração nos valores dos ingressos praticados ‘excepcionalmente’ para a partida com o Cuiabá […] se deu pela necessidade imediata de cobrir, pelo menos, os custos operacionais do evento. A Diretoria, que sempre se desdobrou para cobrar valores extremamente populares, inclusive em jogos de grande vulto, ressalta que os valores mais baixos voltarão a ser praticados na sequência da competição”, explicou o clube.
Ainda no comunicado, o departamento financeiro revelou as cifras do último acerto salarial para justificar que não havia mais espaço no orçamento. “Na última sexta-feira (5), mediante exaustivo esforço da Diretoria Executiva, foram levantados recursos para o pagamento de R$ 2,5 milhões em salários de atletas, comissão técnica e funcionários. Por conta disso, se fez necessário majorar o valor das entradas especificamente para esta partida, a fim de não onerar ainda mais os cofres do clube”.
Para endossar a decisão da diretoria, o clube também expôs o cenário de prejuízo contínuo com a abertura dos portões. Segundo os borderôs publicados no site oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os jogos da Ponte Preta como mandante nesta Série B têm sido amplamente deficitários.
Ao longo das primeiras partidas da competição nacional, o Majestoso recebeu um total de 20.378 torcedores pagantes, o que resulta em uma média modesta de 3.396 torcedores por jogo. Apesar de ter arrecadado R$ 546.380,00 brutos, os altos custos de operação jogam o saldo final para o vermelho.
De acordo com o levantamento, o clube campineiro acumula um déficit médio de R$ 16.939,15 por partida. Na prática, cobrando os valores populares praticados costumeiramente, a Ponte Preta vinha contabilizando um prejuízo de R$ 2,85 para cada torcedor que entrava no estádio. Como o custo operacional de cada jogo gira em torno de R$ 100 mil reais, o buraco financeiro gerado apenas neste início de temporada já ultrapassou a marca de R$ 100 mil negativos.
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