Ponte Preta: clube inicia pagamento de dívida com Haquin e evita novo transfer ban

Ponte Preta: clube inicia pagamento de dívida com Haquin e evita novo transfer ban
Foto: Anderson Romão

A Ponte Preta iniciou o pagamento da dívida com o zagueiro Luis Haquin e evitou uma nova punição de transfer ban imposta pela FIFA.

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O clube depositou R$ 113.888,88 ao jogador, valor referente à primeira parcela de um acordo firmado entre as partes para quitar o débito total de R$ 227.777,75. A quantia é referente à passagem do defensor pelo Majestoso durante a temporada de 2024.

A Ponte havia sido condenada em janeiro pela Câmara de Resoluções da FIFA a realizar o pagamento. Caso a pendência não fosse resolvida dentro do prazo de 45 dias, contado a partir de 16 de janeiro, o clube ficaria impedido de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências.

O acordo dividiu o valor em duas parcelas iguais. A primeira foi quitada na última terça-feira, 3 de março. A segunda parte do pagamento está prevista para o início de abril, com prazo de até 30 dias para a quitação.

O caso foi conduzido pelo Departamento Jurídico da Ponte Preta, representado pela advogada Talita Garcez. O jogador foi representado pelo advogado João Henrique Chiminazzo.

Inicialmente, a ação movida por Haquin, distribuída em abril de 2025, cobrava aproximadamente R$ 583 mil entre salários atrasados, verbas rescisórias e encargos trabalhistas. A Câmara de Resoluções da FIFA, no entanto, acatou parcialmente os pedidos e fixou o valor final da condenação em R$ 227.777,75.

O processo foi analisado pela Câmara de Resoluções da entidade porque as partes definiram a FIFA como foro competente para eventuais divergências contratuais no acordo de empréstimo do zagueiro junto ao Bolívar.

Capitão da seleção boliviana e atualmente jogador do Al-Tai, Haquin teve passagem discreta pela Ponte Preta. O defensor disputou apenas 13 partidas em 2024 e ficou mais de seis meses sem entrar em campo por opção técnica durante o período em que o time era comandado por Nelsinho Baptista.

Nos últimos meses, a Ponte também enfrentou outros transfer bans, um aplicado pela Comissão Nacional de Resolução de Disputas e outro pela própria FIFA. Somadas, as dívidas envolvidas nos dois casos chegavam a cerca de R$ 2,2 milhões — R$ 1,65 milhão relacionados a parcelas em atraso de um acordo na CNRD e aproximadamente 110 mil dólares (cerca de R$ 592 mil) ligados a mecanismo de solidariedade julgado pela entidade internacional.

As punições tiveram impacto direto na temporada do clube. No Campeonato Paulista, a Ponte só conseguiu registrar os reforços para 2026 a partir da quarta rodada, quando conseguiu se livrar das restrições impostas pela Justiça desportiva. O clube havia feito oito contratações para a disputa da competição.

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