Guarani: ex-diretor de base desabafa sobre negociação com o Santos e explica fim de parceria

Guarani: ex-diretor de base desabafa sobre negociação com o Santos e explica fim de parceria
Foto de Raphael Silvestre/Guarani FC

Ex-integrante do Conselho de Administração e diretor de base do Guarani, Gustavo Rosolen participou do Esporte em Debate, da Rádio Bandeirantes de Campinas.

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O dirigente explicou a recente ida de jovens promessas bugrinas para o Santos e desabafou sobre processos adotados pelos ex-colegas de diretoria.

“Quando assumimos o Guarani, em 2023, fizemos um trabalho para pulverizar nossas categorias de base com os times grandes. O Guarani não tinha um alojamento apropriado para os atletas, toda estrutura era deplorável e conseguimos fazer um planejamento muito parecido com o do Mirassol. Fizemos negócios com Gabriel Menino, João Marcelo e outras joias saindo do clube com proposito de reestruturar na base. Essa situação com o Santos foi dentro deste propósito. Não foi nada ilegal. Foi tudo feito com supervisão do Conselho Deliberativo, Fiscal e tudo anexado ao jurídico do Guarani”, explicou.

“Quando houve essa proposta do Santos em cima dos três jogadores eu até assustei. Eu também não queria envolver a emoção porque meu filho estava diretamente envolvido por ser um dos jogadores. Eu sempre prezo pelo profissionalismo e quem trabalhou toda essa negociação foi o Odair (Batistela). Mas ninguém foi pego de surpresa como disse o presidente Rômulo. Está tudo documentado e anexado ao e-mail do Conselho Deliberativo e Fiscal”, completou.

Rosolen rompeu com a atual diretoria do Guarani durante o processo eleitoral. O dirigente chegou a acenar com a possibilidade de concorrer à presidência do Conselho de Administração, mas desistiu da ideia e optou por sair da política do clube.

“Existe uma divergência de ideia. Eu não aceito informações de fora para tomar conta da base do Guarani. Eu pedi para sair. Ninguém me expulsou ou me convidou a se retirar. Foi por espontânea vontade. Hoje eu só faço parte do Conselho Deliberativo. Eu sou empresário, tenho uma vida financeira tranquila, uma vida profissional. Eu sempre ajudei o Guarani com maior prazer, carinho e paixão porque minha família é bugrina”, ressaltou.

“Eu tenho uma empresa de ônibus com uma equipe muito grande. E sempre fiz de tudo para jaudar o Guarani. Sempre que o clube tinha uma viagem longe como Mirassol, Novo Horizonte e outras cidades, eu tirava um motorista da minha empresa, colocava para o Guarani e não cobrava nada. Manutenção, pintura do ônibus novo, viagem da base, serviços para o dia a dia e tudo que precisasse. Mas isso não vai ter mais. Eu devolvi o ônibus para o Guarani e vai ficar agora sob o respaldo do clube. O Guarani sempre pagou tudo certinho e está tudo certo quanto essa questão”, encerrou.

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