Ponte Preta: ação de Diego Tavares expõe atrasos desde 2025 e amplia crise no Majestoso
O que você precisa saber
- A ação movida por Diego Tavares revela que a Ponte Preta acumula pendências salariais desde 2025;
- O atacante cobra R$ 798.188,70 e pede a rescisão indireta do contrato na Justiça do Trabalho;
- Além dos salários atrasados, o processo inclui direitos de imagem, FGTS, férias, 13º salário, multas, honorários advocatícios e cláusula compensatória desportiva;
- O jogador já negocia com o Botafogo-PB e não deve mais atuar pela Macaca;
- O caso se soma a uma série de saídas motivadas pela crise financeira enfrentada pelo clube.
Processo revela dívida anterior à atual gestão
A ação protocolada por Diego Tavares contra a Ponte Preta trouxe um novo elemento para a crise financeira vivida pelo clube. De acordo com os documentos do processo, os débitos cobrados pelo atacante não se restringem aos últimos meses e incluem obrigações salariais pendentes desde 2025, demonstrando que os atrasos se arrastam há mais tempo.
O meia-atacante pede o reconhecimento da rescisão indireta do contrato e cobra R$ 798.188,70, valor composto por diferentes verbas trabalhistas e contratuais.
Cobrança vai além dos salários
Além dos vencimentos em atraso, Diego Tavares requer o pagamento de direitos de imagem, depósitos de FGTS, férias, 13º salário, multas previstas na legislação trabalhista, honorários advocatícios e da cláusula compensatória desportiva.
A argumentação reforça que o descumprimento contratual inviabilizou a continuidade da relação entre atleta e clube.
Lista de saídas aumenta
O caso de Diego Tavares amplia a relação de jogadores que deixaram a Ponte Preta em meio aos problemas financeiros.
Nas últimas semanas, atletas como William Pottker, Tárik, Lucas Justen, Diogo Silva e Gustavo Rabello também encerraram seus vínculos ou buscaram a Justiça em razão dos atrasos salariais.
Paralelamente, o atacante já encaminha seu futuro e negocia para defender o Botafogo-PB, a pedido do técnico Marcelo Fernandes, com quem trabalhou anteriormente na própria Ponte Preta.
Crise segue refletindo dentro e fora de campo
Enquanto tenta reorganizar o elenco para o segundo turno da Série B, a Ponte Preta continua convivendo com os reflexos da crise financeira.
Além das dificuldades para manter jogadores, o clube ainda precisa regularizar pendências para derrubar o transfer ban e inscrever os reforços contratados para a sequência da temporada.
Dentro de campo, a equipe amarga 11 partidas sem vitória e ocupa a vice-lanterna da Série B, cenário que aumenta a pressão sobre a diretoria e torna a recuperação financeira ainda mais urgente.
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