Guarani: juíza vê irregularidades em eleições de dezembro e suspende resultado

Guarani: juíza vê irregularidades em eleições de dezembro e suspende resultado
Foto de Raphael Silvestre/Guarani FC

Uma decisão em caráter liminar abalou os bastidores políticos do Guarani nesta quarta-feira.

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A juíza Ana Lia Beall, da 11ª Vara Cível de Campinas, determinou a suspensão imediata dos efeitos da assembleia eleitoral realizada no dia 14 de dezembro de 2025.

Na prática, a medida afasta cautelarmente os membros eleitos para os Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal, paralisando as funções do presidente Rômulo Amaro e de sua diretoria executiva.

A liminar atende a um pedido de tutela de urgência formulado por Felipe Ramos Roselli. Ele liderava a chapa de oposição “Meu Bugre Forte”, que acabou sendo impugnada durante o pleito. A exclusão do grupo adversário na ocasião foi o que abriu caminho para a eleição da atual gestão do Alviverde.

Os motivos da suspensão

O documento judicial discordo dos procedimentos adotados na condução da assembleia. A magistrada baseou a suspensão em duas infrações diretas ao rito democrático do clube:

  • Votação aberta e irregular: O Estatuto Social do Guarani exige expressamente que, em assembleias eleitorais, o voto seja pessoal e secreto. Contudo, a votação que resultou na impugnação da oposição foi realizada de forma aberta (no formato “por levantamento”), o que fere o rito estatutário e compromete a liberdade de escolha do associado.
  • Cerceamento de defesa: A chapa de Roselli já havia sido homologada previamente pela Comissão Eleitoral do clube. Porém, um “fato novo” (referente a faltas no ano de 2023) foi apresentado diretamente na assembleia, o que impediu o direito de defesa.
  • Regra defasada: A punição aplicada contra a oposição utilizou como base uma sanção do Estatuto antigo do clube. A juíza ressaltou que a regra já havia sido suplantada pelo novo Estatuto, vigente desde setembro de 2025, que não previa a mesma penalidade de inelegibilidade automática pelo mesmo motivo.

Na decisão, a Justiça argumentou que manter a atual gestão no poder gera grave insegurança jurídica e danos institucionais irreparáveis ao clube e aos seus associados.

Com a suspensão oficial da posse dos eleitos, que havia se efetivado em janeiro de 2026, o Bugre aguarda os próximos desdobramentos para definir quem comandará administrativamente o Brinco de Ouro a curto prazo.

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