Guarani: diretoria contesta liminar e questiona Justiça sobre quem administra o clube

Guarani: diretoria contesta liminar e questiona Justiça sobre quem administra o clube
Foto de Raphael Silvestre/Guarani FC

A atual gestão do Guarani já traçou a sua estratégia de defesa após a liminar que suspendeu os resultados das eleições de dezembro e afastou os poderes do presidente Rômulo Amaro, além dos membros dos Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal.

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Nos bastidores, a diretoria avalia que a decisão da 11ª Vara Cível de Campinas carece de embasamento técnico e apresenta equívocos na interpretação do Estatuto Social do clube.

O primeiro passo do departamento jurídico alviverde será o envio de um ofício (embargos de declaração) à Justiça para sanar dúvidas urgentes criadas pela própria liminar. A principal delas é o risco de um “apagão administrativo” no Brinco de Ouro.

Como a decisão suspendeu a posse de todos os conselhos, a atual gestão entende que, neste momento, não há quem tenha legitimidade para assinar pelo Guarani.

O clube questionará a magistrada sobre quem deve responder legal e administrativamente pela instituição a curto prazo (se a diretoria anterior ou um interventor, por exemplo), e se os atos e contratos assinados desde janeiro – incluindo a contratação de jogadores e comissão técnica – seguem válidos.

Os argumentos para o recurso

Enquanto busca clareza sobre o comando imediato do clube, a gestão prepara o recurso oficial para tentar derrubar a liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). A defesa do Guarani se baseará em dois contrapontos centrais à decisão da juíza Ana Lia Beall:

  • Votação aberta x secreta: A liminar apontou irregularidade no fato de a Assembleia ter julgado os recursos de forma aberta (“por levantamento”). A diretoria, no entanto, argumenta que o Estatuto do clube prevê a obrigatoriedade do voto secreto apenas para a escolha dos cargos diretivos, e não para a votação de recursos ou trâmites internos durante a assembleia.
  • Soberania da Assembleia: A Justiça considerou que a Assembleia não poderia ter alterado uma decisão prévia da Comissão Eleitoral (que havia homologado a chapa de oposição). A gestão rebate esse ponto afirmando que a premissa é contrária ao próprio Estatuto, que garante expressamente que as decisões da Comissão Eleitoral cabem recurso justamente para a Assembleia Geral, que possui o poder soberano de mantê-las ou modificá-las.

Com esses argumentos, a cúpula bugrina espera reverter a suspensão o mais rápido possível para retomar as funções executivas e evitar que o imbróglio jurídico prejudique o planejamento do futebol para a Série C do Campeonato Brasileiro.

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