Guarani: Elio pede tranquilidade após empate e admite necessidade de “trabalhar mais” para corrigir erros
O que você precisa saber
- Técnico Elio Sizenando reconheceu que o Guarani teve oportunidades para ampliar a vantagem diante do Ypiranga e lamentou os pontos perdidos;
- Bugre abriu 2 a 0 no Brinco de Ouro, mas sofreu dois gols em quatro minutos e ficou no empate por 2 a 2;
- Treinador afirmou que a equipe precisa “trabalhar mais, corrigir mais e cobrar mais” para sair do momento de oscilação;
- Elio também pediu tranquilidade aos jogadores diante das críticas da torcida;
- Segundo o treinador, os gols sofridos foram consequência de erros coletivos, e não apenas falhas do sistema defensivo;
- Guarani tem 27 pontos e ocupa a quarta colocação da Série C.
O técnico Elio Sizenando reconheceu que o Guarani deixou escapar uma oportunidade importante diante do Ypiranga. Depois de abrir 2 a 0 no Brinco de Ouro, o Bugre sofreu dois gols em quatro minutos no segundo tempo e ficou no empate por 2 a 2, pela 17ª rodada da Série C.
Na entrevista coletiva após a partida, Elio apontou o desperdício de oportunidades como um dos principais problemas da equipe e afirmou que o caminho para reagir é aumentar a cobrança durante os treinamentos.
“Para mudar a situação é trabalhar mais, corrigir de novo, cobrar mais. Não tem outra situação que não seja cobrar mais e trabalhar mais. Se fez um tanto essa semana, fazer mais, corrigir mais”, afirmou.
O treinador, porém, evitou tratar o momento como uma crise irreversível. O Guarani chegou aos 27 pontos e permanece dentro do G-8, na quarta colocação.
“Estamos na briga ainda, como todo mundo, temos 27 pontos. É dar tranquilidade para eles, porque estamos chegando perto do gol, que é o mais difícil chegar perto do gol. É dar tranquilidade para que eles cheguem e façam os gols”, explicou.
Meio-campo e mudanças
Questionado sobre a organização do meio-campo, Elio explicou que precisou fazer ajustes durante a partida. Segundo ele, Carlinhos teve dificuldades principalmente no primeiro tempo e passou a atuar mais recuado depois do intervalo.
“O Carlinhos estava um pouco fora do contexto, principalmente no primeiro tempo. No segundo tempo nós corrigimos ele, trouxemos ele mais para trás, acho que melhorou”, disse.
O treinador também destacou a atuação de Isaque, mas lembrou que o jogador possui características diferentes para partidas em que o adversário permite mais circulação da bola.
“Eu não vi tanta essa diferença do meio-campo. Eles tinham três, a gente tinha três, mas o Carlinhos tinha quatro. Ele estava travando bastante o João Paulo. Foi a dificuldade que nós encontramos ali”, explicou.
“Erro coletivo” nos gols
Elio também foi questionado sobre o primeiro gol do Ypiranga, quando parte da defesa parou pedindo impedimento. Como a primeira fase da Série C não conta com VAR, não houve possibilidade de revisão.
O treinador, porém, evitou individualizar a responsabilidade.
“Eu costumo dizer que aquele ali é coletivo. Tem vários erros até o cruzamento. Teve uma bola parada, saiu, girou, perdeu uma bola aqui, a bola rodou aqui, veio aqui. Então, para mim, foi um erro coletivo”, afirmou.
Segundo Elio, a origem da jogada aconteceu antes da defesa ser exposta.
“Desde quando estávamos com a bola, que perdemos a bola e só acaba sobrando para os dois zagueiros, para o lateral-direito que está envolvido ali. Deu uma paradinha de segundos reclamando ali, mas aí não tem mais volta. Então, é uma questão muito coletiva. Não dá para frisar que é só a defesa.”
Treinador defende elenco após críticas
O empate provocou manifestações de torcedores no entorno do estádio e aumentou a pressão sobre o Guarani, que venceu apenas uma das últimas sete partidas.
Elio afirmou que as críticas fazem parte do futebol e pediu que os jogadores mantenham a concentração.
“Nós temos que ter tranquilidade. Eles são adultos, são meninos que já passaram por isso, já subiram equipes também. A maioria dos garotos que estão ali no clube já subiram equipes. É ter tranquilidade, trabalhar, cabeça no lugar, foco no trabalho”, disse.
O treinador também evitou fazer uma avaliação negativa do trabalho realizado pela equipe nas últimas partidas.
“Fizemos grandes jogos aí também. Nesse período, perdemos gols, deixamos de ganhar também. Não dá para jogar tudo e falar que não fizemos nada. Acho que é continuar corrigindo. Os jogadores são bons. Elevar também. Dar moral para eles. Não adianta falar que está tudo errado, que eles não prestam.”
Substituições tiveram planejamento físico
Elio explicou ainda que já tinha planejado substituir dois jogadores durante a partida: Herbert e Dudu. A dúvida era apenas sobre o momento das mudanças.
“Nós sabíamos que ia fazer a troca, só não sabíamos o momento”, explicou.
Em relação a Everton Brito, o treinador revelou que o atacante não estava em condições físicas ideais e, por isso, acabou preservado.
“Ele não treinou 100%, não estava 100% fisiologicamente, poderia aguentar mais 20 minutos, eu quis poupá-lo”, afirmou.
A opção foi por Matheus Guilherme, que, segundo Elio, teve uma semana de treinamentos mais completa.
“Tenho certeza que no próximo jogo o Brito vai estar bem, é questão médica, então a gente tem que pensar nisso também.”
Elio confirmou ainda que a ideia ao colocar Kauã Jesus em campo era deixá-lo mais aberto pelo lado, buscando aumentar a amplitude do ataque.
Agora, o Guarani terá pela frente o Botafogo-PB, no próximo sábado, fora de casa. A equipe paraibana está na terceira colocação, com 27 pontos, e também briga diretamente pela classificação ao quadrangular final.
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