Guarani: diretoria age para blindar os R$ 26 milhões que receberá em venda de Ríos

Guarani: diretoria age para blindar os R$ 26 milhões que receberá em venda de Ríos

O Guarani terá um importante reforço financeiro nos próximos dias: cerca de R$ 26 milhões, oriundos da venda do volante Richard Ríos pelo Palmeiras ao Benfica, de Portugal. O clube paulista, que manteve 13,34% dos direitos econômicos do jogador, vai lucrar 4 milhões de euros (R$ 25,9 milhões na cotação atual), valor quase quatro vezes maior que o total recebido quando vendeu o atleta ao Palmeiras entre 2023 e 2024.

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A transferência de Ríos ao futebol europeu foi oficializada pelo Palmeiras, com o Benfica pagando 30 milhões de euros de forma fixa. O colombiano, revelado no futsal e com passagem pelo Flamengo, teve uma curta, mas marcante passagem pelo Guarani: em 20 jogos, fez três gols e chamou a atenção do técnico Abel Ferreira, que indicou sua contratação pelo clube alviverde.

O valor que o Guarani vai receber será usado em múltiplas frentes. A diretoria pretende investir parte do montante na infraestrutura do clube, reforços para o elenco e na quitação de pendências com investidores. Mas antes de qualquer ação, a prioridade é blindar o valor para evitar que seja alvo de bloqueios judiciais.

A precaução tem motivos concretos. No passado recente, o Guarani teve dificuldades para acessar valores referentes à venda de Gabriel Menino devido a processos cíveis. Apesar de estar em recuperação judicial (RJ) e honrando os pagamentos, o clube enfrentou entraves judiciais que levaram quase um ano para serem resolvidos.

Agora, o clube tenta evitar que dívidas tributárias levem à penhora dos créditos oriundos da negociação de Ríos. Uma fonte do clube revelou que os percentuais dos direitos econômicos de jogadores estão sendo omitidos publicamente justamente para evitar ações antecipadas, como penhoras.

Um dos focos de preocupação está em um auto de infração de mais de R$ 20 milhões, aplicado pela Receita Federal. O problema começou quando o clube, ao tentar evitar penhoras, retirava o dinheiro da conta bancária diariamente e voltava a depositá-lo. A Receita entendeu que cada depósito diário configurava uma nova receita e, por isso, lançou tributos sobre cada movimentação.

O Guarani, no entanto, discorda dessa interpretação e quer discutir a cobrança. A Receita, por sua vez, exige que o clube reconheça a dívida e a inclua num parcelamento, junto aos tributos efetivamente não pagos. Enquanto isso, a diretoria tenta se antecipar a novos bloqueios e proteger os recursos que serão fundamentais para o futuro do clube.

A expectativa interna é de que, com planejamento e blindagem jurídica, o clube consiga aproveitar integralmente o valor da venda de Ríos para impulsionar seu projeto esportivo e financeiro nos próximos anos.

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