Guarani: “A equipe de Elio joga menos que a de Matheus Costa”, analisa CH

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Foto de Raphael Silvestre

Por Carlos Henrique

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O Guarani empatou o jogo na Fonte Luminosa pelos seus próprios erros. Essa é a grande verdade.

Foi assim no primeiro gol da Ferroviária: uma recomposição muito lenta, Donato afastou mal demais e não deu o combate, a zaga bateu cabeça e o Willian Farias não chegou para fazer a cobertura. No segundo gol, a mesma coisa: um erro grotesco do Jonathan na saída de bola e um presente para o adversário.

Esses foram os erros gritantes, mas aconteceram outros. Nesses dois lances capitais, justiça seja feita: não dá para colocar na conta do treinador. A falha é individual e técnica.

O que dá para colocar na conta do técnico Elio Sizenando, no entanto, são as suas escolhas.

A decisão pela lateral direita não foi bem, apesar do esforço do Ynaiã. A manutenção do Donato no sistema defensivo. Tudo isso culmina no que nós estamos assistindo: um meio-campo completamente previsível e uma saída de bola muito lenta.

Com Willian Farias e Isaque, a criação engessou.

O João Paulo pouco participou da partida.

O Hebert correu para todo lado, sempre muito esforçado, mas a grande surpresa do jogo, no primeiro tempo, foi a performance do Guilherme Cachoeira. Ele foi participativo, não foi preguiçoso, tentou de todas as maneiras ajudar, fez o gol trabalhando a bola e entregou a dinâmica que o João Paulo não fez no jogo.

Sobre disposição, não há o que reclamar.

Podemos falar tranquilamente que o time lutou do primeiro ao último minuto.

Mas o que fica muito claro é que nós já estamos na quarta rodada. O treinador teve uma semana livre para treinar e o Guarani apresenta muito pouco na ordem de organização.

O Guarani joga sempre da mesma maneira, não tem alternativas.

A verdade é que essa equipe de hoje, do Elio Sizenando, joga menos do que jogava o time do Matheus Costa. E olha que a gente criticava muito aqui.

No tempo dele de Campeonato Paulista, o Matheus tinha lá as suas teimosias, mas eram menores que as atuais teimosias de Sizenando.

De qualquer maneira, o empate não é desastroso.

Mas, jogando contra um time reserva, com um monte de molecada do outro lado, o Guarani tinha que ganhar o jogo. Se o time errasse um pouco menos, com certeza venceria a partida.

Não dá para ficar apenas lamentando, o time lutou e foi até o final, mas o Guarani foi vítima dos seus próprios erros defensivos em Araraquara.

Tomara que, da próxima partida para frente, o treinador pare com as suas teimosias, porque senão a caminhada vai ficar extremamente difícil. O Bugre perdeu uma grande oportunidade.

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