Guarani: “A equipe de Elio joga menos que a de Matheus Costa”, analisa CH
Por Carlos Henrique
O Guarani empatou o jogo na Fonte Luminosa pelos seus próprios erros. Essa é a grande verdade.
Foi assim no primeiro gol da Ferroviária: uma recomposição muito lenta, Donato afastou mal demais e não deu o combate, a zaga bateu cabeça e o Willian Farias não chegou para fazer a cobertura. No segundo gol, a mesma coisa: um erro grotesco do Jonathan na saída de bola e um presente para o adversário.
Esses foram os erros gritantes, mas aconteceram outros. Nesses dois lances capitais, justiça seja feita: não dá para colocar na conta do treinador. A falha é individual e técnica.
O que dá para colocar na conta do técnico Elio Sizenando, no entanto, são as suas escolhas.
A decisão pela lateral direita não foi bem, apesar do esforço do Ynaiã. A manutenção do Donato no sistema defensivo. Tudo isso culmina no que nós estamos assistindo: um meio-campo completamente previsível e uma saída de bola muito lenta.
Com Willian Farias e Isaque, a criação engessou.
O João Paulo pouco participou da partida.
O Hebert correu para todo lado, sempre muito esforçado, mas a grande surpresa do jogo, no primeiro tempo, foi a performance do Guilherme Cachoeira. Ele foi participativo, não foi preguiçoso, tentou de todas as maneiras ajudar, fez o gol trabalhando a bola e entregou a dinâmica que o João Paulo não fez no jogo.
Sobre disposição, não há o que reclamar.
Podemos falar tranquilamente que o time lutou do primeiro ao último minuto.
Mas o que fica muito claro é que nós já estamos na quarta rodada. O treinador teve uma semana livre para treinar e o Guarani apresenta muito pouco na ordem de organização.
O Guarani joga sempre da mesma maneira, não tem alternativas.
A verdade é que essa equipe de hoje, do Elio Sizenando, joga menos do que jogava o time do Matheus Costa. E olha que a gente criticava muito aqui.
No tempo dele de Campeonato Paulista, o Matheus tinha lá as suas teimosias, mas eram menores que as atuais teimosias de Sizenando.
De qualquer maneira, o empate não é desastroso.
Mas, jogando contra um time reserva, com um monte de molecada do outro lado, o Guarani tinha que ganhar o jogo. Se o time errasse um pouco menos, com certeza venceria a partida.
Não dá para ficar apenas lamentando, o time lutou e foi até o final, mas o Guarani foi vítima dos seus próprios erros defensivos em Araraquara.
Tomara que, da próxima partida para frente, o treinador pare com as suas teimosias, porque senão a caminhada vai ficar extremamente difícil. O Bugre perdeu uma grande oportunidade.
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