Ponte Preta: Kleina minimiza declaração de Eberlin e diz que “números falam outro”

Ponte Preta: Kleina minimiza declaração de Eberlin e diz que “números falam outro”
Foto de Paulo Santana/Pontepress

O que você precisa saber

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  • Gilson Kleina foi questionado sobre uma declaração de Marco Antônio Eberlin feita em 2020, quando o dirigente chamou o treinador de “pior técnico da história” da Ponte Preta
  • Kleina afirmou que nunca tinha ouvido a declaração e disse respeitar o posicionamento do atual vice-presidente e diretor de futebol
  • O treinador citou os números de suas passagens pelo clube como contraponto à avaliação feita por Eberlin
  • Kleina afirmou que não pretende entrar em questões políticas e que seu foco está no trabalho dentro de campo
  • Será a sexta passagem do treinador pelo comando da Macaca

Gilson Kleina evitou alimentar a polêmica envolvendo uma declaração de Marco Antônio Eberlin feita em 2020, antes de o dirigente assumir a presidência da Ponte Preta. Durante sua apresentação na sexta-feira, o treinador foi questionado sobre o episódio e preferiu minimizar a situação.

Na época, em entrevista ao Macacast, Eberlin classificou Kleina como o “pior técnico da história” da Ponte Preta. Atualmente, o dirigente ocupa a vice-presidência e também é responsável pelo departamento de futebol do clube.

Questionado sobre a declaração e sobre o fato de voltar a trabalhar com Eberlin quatro anos depois de sua última passagem pelo Majestoso, Kleina afirmou que não tinha conhecimento da fala.

“Olha, eu nunca tinha escutado essa fala. Mas, claro, eu respeito o que você colocou e também respeito o posicionamento dele. Mas os números dentro da Ponte Preta falam outro”, afirmou o treinador.

Kleina, porém, não quis transformar o episódio em uma questão pessoal. Na sequência, deixou claro que pretende concentrar sua atenção no trabalho para tentar tirar a Ponte Preta da crise.

“Eu não vim aqui fazer política. Eu acho que a Ponte Preta tem profissionais competentes para dirigir, tanto na diretoria como no conselho. Eu vim aqui para cuidar do futebol”, disse.

O treinador também afirmou que não pretende entrar na discussão sobre os posicionamentos de dirigentes e que sua prioridade é trabalhar com os jogadores que estiverem à disposição para a sequência da Série B.

“Isso não cabe a mim, não quero entrar nessa seara. Isso eu já coloquei desde antes quando entrei”, completou.

Kleina retorna à Ponte Preta em um cenário completamente diferente das passagens anteriores. A equipe é a lanterna da Série B, soma apenas dez pontos e não vence há 18 rodadas. Além disso, o elenco profissional está em paralisação por causa dos salários atrasados.

O treinador começou os trabalhos nesta semana com jogadores das categorias de base e ainda tenta entender com quais atletas poderá contar para o duelo contra o América-MG, domingo, em Belo Horizonte.

Esta será a sexta passagem de Kleina pelo comando da Ponte Preta. Ao todo, ele já dirigiu o clube em 232 partidas e ocupa a quarta posição entre os treinadores que mais comandaram a equipe na história.

Nas passagens anteriores, Kleina conquistou o acesso à Série A em 2011, foi vice-campeão paulista em 2017 e participou da campanha que livrou a Ponte do rebaixamento na Série B de 2021. O treinador também esteve à frente da equipe no início da campanha que terminou com o rebaixamento no Campeonato Paulista de 2022.

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