Defesa de Piá, ex-Ponte e Corinthians, faz pedido de indulto humanitório; entenda a situação
O que você precisa saber
- Os advogados do ex-meia e comentarista Piá solicitaram um pedido de indulto humanitário à Unidade Regional do Departamento Estadual de Execução Criminal (DEECRIM) de Campinas.
- A defesa pede a extinção da pena ou a conversão para prisão domiciliar, alegando que o ex-jogador de 52 anos apresenta um quadro de saúde grave.
- Piá está preso em Hortolândia desde março, cumprindo um mandado de condenação de dois anos, oito meses e 20 dias por tentativa de manipulação de resultados em 2018.
- O ex-atleta é portador de diabetes, dependente de tratamento com insulina e chegou a ser internado em estado grave no início de maio.
- A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou que Piá é assistido pela equipe de saúde do presídio e recebe todos os medicamentos prescritos.
- O auge da carreira de Piá ocorreu entre 1999 e 2003 pela Ponte Preta. Ele também defendeu Corinthians, Santos e encerrou a carreira em 2011, passando por 26 clubes no total.
Saúde debilitada
A situação do ex-meia Piá, um dos jogadores mais talentosos e marcantes do futebol campineiro na virada do século, ganhou um novo e delicado capítulo na Justiça. A defesa do ex-jogador de 52 anos ingressou com um pedido de indulto humanitário junto à Unidade Regional do Departamento Estadual de Execução Criminal (DEECRIM) de Campinas. O objetivo dos advogados é conseguir a extinção da pena ou, ao menos, a transferência para o regime de prisão domiciliar, baseando-se no estado de saúde do ex-camisa 10.
Segundo os autos e as informações reiteradas pela defesa, Piá sofre com um quadro grave de diabetes e é totalmente dependente do tratamento com insulina. A gravidade da doença ficou evidente no início do mês de maio, quando o ex-atleta precisou ser internado em estado crítico no Hospital Mário Covas.
Piá encontra-se detido no complexo penitenciário de Hortolândia desde março deste ano. Ele cumpre uma pena de dois anos, oito meses e 20 dias de prisão, reflexo de um envolvimento em uma tentativa de manipulação de resultados ocorrida em 2018. Na época do crime, ele integrava a comissão técnica do Independente de Limeira. Nos últimos anos, antes da atual detenção, o ex-jogador vinha tentando retomar a sua rotina em busca de novas oportunidades de trabalho.
Procurada para comentar as condições do detento, a Secretaria de Administração Penitenciária do estado de São Paulo (SAP) se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa. O órgão confirmou que Piá relatou ser portador de uma doença crônica logo no dia de sua inclusão na unidade prisional. A SAP ressaltou ainda que, “desde então, tem sido assistido pela equipe de saúde do presídio, além de receber todos os medicamentos necessários prescritos”.
A triste realidade extracampo contrasta com uma carreira de grande brilho nos gramados. O auge da trajetória de Piá aconteceu entre os anos de 1999 e 2003, quando comandou a Ponte Preta nas campanhas que levaram o clube às semifinais do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, além de alcançar as quartas de final do Brasileirão. O talento o levou a vestir camisas pesadas como as de Corinthians e Santos. Ao todo, ele defendeu 26 clubes — incluindo Portuguesa, Santa Cruz, Coritiba, Inter de Limeira, Bragantino, São Raimundo e Rio Preto — até pendurar as chuteiras em 2011, pelo Aparecidense-GO. Como treinador, Piá também dirigiu o Independente, Novoperário, Batatais e Paraíba do Sul-RJ.
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