Ponte Preta: diretoria ativa “modo João Brigatti” e vai dar sequência para Edson Boaro

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Foto de Marcos Ribolli

O que você precisa saber

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  • A diretoria da Ponte Preta encerrou, ao menos por enquanto, a busca por um novo treinador no mercado.
  • O clube iniciou o “modo João Brigatti e Felipe Moreira” e o interino Edson Boaro passou a ser tratado internamente como o treinador da Macaca até segunda ordem.
  • A decisão ocorre após a cúpula alvinegra esbarrar em negativas de quatro alvos: Mazola Júnior, Roger Silva, Umberto Louzer e Márcio Zanardi.
  • Sem um comandante oficial há dez dias, desde a saída de Rodrigo Santana, a equipe seguirá nas mãos de Boaro ao menos nos próximos compromissos.
  • O ex-lateral da Seleção Brasileira goza de muito prestígio com os jogadores, e a diretoria avaliou que o time apresentou melhora, principalmente na parte defensiva, no último jogo.
  • O desempenho na partida contra o Cuiabá terá peso fundamental na avaliação de uma permanência, repetindo a fórmula adotada pela gestão de Marco Antônio Eberlin em anos anteriores.

Mercado fechado e prestígio interno

A exaustiva e frustrada busca por um novo treinador no mercado fez a diretoria da Ponte Preta mudar a rota e olhar para dentro de casa. Após dez dias de indefinição desde a saída de Rodrigo Santana, a cúpula alvinegra decidiu paralisar as buscas, ao menos momentaneamente, e vai dar sequência ao trabalho do auxiliar técnico Edson Boaro.

O movimento repete uma cartilha já bastante conhecida pelo torcedor no estádio Moisés Lucarelli: o “modo João Brigatti e Felipe Moreira”. Assim como aconteceu com os outros dois profissionais em momentos de crise e dificuldade da atual gestão do presidente Marco Antônio Eberlin, Boaro deixa o status de interino temporário e passa a ser tratado internamente como o treinador principal da Macaca até segunda ordem.

A permanência de Edson Boaro ganha força após a Ponte Preta colecionar recusas no mercado de transferências. A diretoria chegou a abrir conversas e fazer propostas para quatro nomes conhecidos — Mazola Júnior, Roger Silva, Umberto Louzer e Márcio Zanardi —, mas não conseguiu avançar nas tratativas com nenhum deles.

Sem o acerto externo, a solução caseira foi abraçada pelo respaldo que o atual comandante possui no vestiário. O ex-lateral da Seleção Brasileira tem muito prestígio entre os jogadores e conseguiu organizar a equipe em seu primeiro desafio. A avaliação da diretoria é de que a Ponte Preta apresentou uma evolução nítida, principalmente em seu sistema defensivo, durante o empate sem gols contra o Botafogo-SP.

Garantido na beira do gramado, Edson Boaro terá seu primeiro grande teste definitivo na próxima terça-feira. O desempenho da equipe no confronto contra o Cuiabá, no Majestoso, terá um peso enorme na avaliação da diretoria sobre a sua continuidade a longo prazo.

Uma vitória na rodada não apenas aliviaria a forte pressão dos bastidores e a situação do time na vice-lanterna da Série B, mas também poderia selar de vez a efetivação do ídolo pontepretano no comando técnico, nos mesmos moldes do que ocorreu com Brigatti e Moreira no passado.

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