Ponte Preta: elenco protesta contra salários atrasados e decide não treinar
O que você precisa saber
- A crise no Moisés Lucarelli se agravou: o elenco da Ponte Preta decidiu cruzar os braços e não realizou as atividades no Centro de Treinamento nesta quarta-feira.
- O protesto é uma resposta direta aos graves atrasos salariais e ao não cumprimento de promessas por parte da alta cúpula da diretoria.
- A informação da paralisação foi divulgada inicialmente pela página Ponte News e confirmada pelo repórter Pedro Picinato, da Rádio Bandeirantes.
- O clima tenso paralisa a preparação da equipe para o decisivo duelo contra o Cuiabá, marcado para a próxima terça-feira (9), pela Série B.
Sem treino nesta quarta-feira
A crise financeira que assola a Ponte Preta extrapolou as quatro linhas e atingiu em cheio a rotina de trabalho da equipe. Após o desabafo feito por meio de uma carta aberta antes da partida contra o Botafogo-SP, o elenco alvinegro subiu o tom do protesto: os jogadores se apresentaram ao Centro de Treinamento nesta quarta-feira, mas decidiram não treinar e deixaram o local.
A informação sobre a greve dos atletas foi divulgada inicialmente pelo portal Ponte News e, na sequência, confirmada de forma pelo repórter Pedro Picinato, da Rádio Bandeirantes Campinas.
A decisão de cruzar os braços é o desdobramento de uma insatisfação insustentável que já havia se tornado pública no início da semana. Em um forte manifesto, os atletas revelaram que parte do grupo e diversos funcionários não receberam nenhum salário referente ao ano de 2026.
Os profissionais denunciaram que a diretoria do vice-presidente Marco Antônio Eberlin havia prometido regularizar as pendências financeiras ao longo da última semana, mas efetuou apenas pagamentos parciais a uma parcela dos trabalhadores, deixando a maioria “a ver navios”.
Apesar de entrarem em campo no empate sem gols contra o Botafogo-SP no Majestoso – atitude tomada em respeito à torcida e à instituição, segundo a nota -, a paciência do grupo chegou ao limite sem a quitação dos débitos, resultando na paralisação dos treinamentos.
O agravamento do cenário político e financeiro colide com um péssimo momento esportivo da Macaca. A equipe ocupa a vice-lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro (19º lugar, com apenas oito pontos) e acumula uma incômoda sequência de cinco jogos sem vitória.
Com a recusa em treinar, o técnico interino Edson Boaro perde um tempo precioso de preparação para tentar ajustar a equipe. A Ponte Preta tem um compromisso vital na próxima terça-feira (9), às 19h, quando recebe o Cuiabá no Moisés Lucarelli.
A diretoria agora corre contra o tempo para buscar recursos, quitar as pendências e tentar normalizar a rotina de trabalhos do elenco para evitar consequências ainda mais drásticas na tabela de classificação.
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