Ponte Preta: falta de pagamento faz elenco repetir protesto antes de enfrentar o Londrina
O que você precisa saber:
- Insatisfeito com os salários atrasados, o elenco da Ponte Preta decidiu não realizar a concentração para o jogo desta segunda-feira (18), contra o Londrina, no Moisés Lucarelli.
- Sem pagamento, os atletas vão se apresentar no hotel apenas horas antes de a bola rolar em Campinas.
- O grupo também instaurou a “lei do silêncio” e não concederá entrevistas após a partida, independentemente do resultado final.
- Mais uma semana se passou sem que a cúpula executiva quitasse ao menos uma folha salarial dos jogadores.
- A atitude drástica é uma repetição do protesto realizado recentemente pela equipe antes do duelo contra o América-MG, em abril.
Clima tenso e boicote à concentração
A crise financeira que assombra os bastidores do Moisés Lucarelli voltou a transbordar para a rotina do elenco. Após mais uma semana de promessas não cumpridas pela diretoria executiva e sem o pagamento de ao menos uma folha dos salários atrasados, os jogadores da Ponte Preta decidiram endurecer a postura. Em forma de protesto, o grupo optou por não se concentrar antes do decisivo confronto desta segunda-feira diante do Londrina, válido pela Série B do Campeonato Brasileiro.
Alterando a logística padrão por conta própria, os atletas abriram mão do pernoite e só irão se apresentar no hotel horas antes do apito inicial em Campinas. A decisão expõe o limite da paciência do vestiário alvinegro, que já vinha cobrando publicamente um posicionamento mais assertivo da cúpula pontepretana sobre a quitação dos débitos.
Além de boicotar a concentração, os jogadores definiram uma segunda medida para escancarar o descontentamento: a “lei do silêncio”. O elenco acordou que nenhum atleta concederá entrevistas na beira do gramado ou na zona mista após o jogo contra o Tubarão, independentemente de uma vitória, empate ou derrota.
O movimento deflagrado nesta segunda-feira já é um roteiro conhecido pela torcida alvinegra nesta temporada. A atitude é uma repetição exata do protesto realizado no final de abril. Naquela ocasião, às vésperas de enfrentar o América-MG, os jogadores também deixaram o hotel em repúdio aos salários atrasados, utilizando a recusa à concentração como ferramenta de pressão contra a falta de pagamentos.
Com o ambiente extracampo efervescente, a Macaca entra em campo não apenas para contornar a crise interna, mas também precisando desesperadamente de um resultado positivo para iniciar sua reação e tentar se afastar da zona de rebaixamento da competição nacional.
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