Guarani: “A equipe abusou do direito de errar e doou os gols”, analisa CH
Por Carlos Henrique
Futebol é, na sua essência, um jogo de erros. E na última noite no Brinco de Ouro, o Guarani simplesmente abusou do direito de errar.
A equipe não apenas perdeu a invencibilidade na Série C do Brasileiro, mas praticamente doou os três gols para o Ituano. Não se pode tirar o mérito da vitória do adversário, que foi construída com muita garra, forte marcação e uma estratégia de contra-ataque que todo mundo já sabia que iria acontecer. Mas as falhas do Bugre foram gritantes.
O lateral Emerson foi muito lúcido na saída do gramado ao reconhecer que o time errou demais. Podemos até discutir as mexidas do técnico Elio Sizenando – eu mesmo teria feito escolhas diferentes -, mas a verdade é que, quando as substituições foram feitas, a situação da partida já estava praticamente sacramentada a favor do Galo de Itu.
O Guarani teve posse de bola, rondou a área o tempo todo e mostrou volume de jogo. Mas de que adianta ter a bola se a penúltima e a última bola não são competentes? O time precisava ser mais efetivo. Teve bola na trave, teve chance de marcar, mas faltou competência para colocar a bola na rede, algo que o Ituano teve de sobra.
Não tem como maquiar o resultado debatendo se a equipe jogou mal ou foi apenas desatenta. O peso maior da derrota recai sobre o fator individual. Quando o seu principal jogador e líder em campo tem uma noite irreconhecível, o cenário muda. O goleiro Caíque França tem muito crédito com a camisa do Guarani, isso é indiscutível. Mas quando o capitão falha da maneira que falhou hoje, o restante do time fatalmente se contamina pelo aspecto emocional.
Quando o time tomou o segundo gol, demorou uns sete ou oito minutos só para conseguir voltar mentalmente para a partida. E a defesa inteira sentiu o golpe. Tomar dois gols de bolas paradas, com cruzamentos lentos em formato de “chuveirinho”, é um absurdo. Maurício Antônio e Rafael, que formaram o miolo de zaga, tiveram uma atuação que foi um verdadeiro desastre. No segundo tempo, a nova falha do Caíque França – um frangaço em que ele cai para trás e a bola resvala na trave antes de entrar – foi a cereja no bolo da desorganização.
É natural que o torcedor lamente e procure culpados, pois a expectativa era muito alta depois da brilhante apresentação contra o Maringá. O resumo da noite é simples: o Guarani teve volume e criou, mas não foi efetivo no ataque. Em contrapartida, quando precisou se defender, foi completamente incompetente. A vitória do Ituano é absolutamente correta, fruto do desempenho de um time que errou muito menos do que o Guarani.
Portal CB no YouTube! Acompanhe vídeos do time do seu coração com informação, debate e curiosidades. Gols, comentários e entrevistas todos os dias com a Equipe de Carlos Batista. Se inscreva no canal e ative as notificações. Clique aqui e acesse.



