Ponte Preta: “Quando o time cansou, virou presa fácil”, analisa Tigrão

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Foto de Leonardo Moreira/Fortaleza

Por Valdemir Gomes

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O resultado de 2 a 0 para o Fortaleza foi justo. Dói dizer isso, mas foi justo. A Ponte Preta até fez um primeiro tempo digno, organizado e competitivo. Dentro das limitações que vive hoje, conseguiu neutralizar um adversário muito superior tecnicamente e levou o empate sem gols para o intervalo. Naquele momento, existia uma pequena esperança de que a história pudesse ser diferente.

Márcio Zanardi montou uma equipe compacta, com linha de cinco defensores e pouca distância entre os setores. A estratégia funcionou durante boa parte da primeira etapa. O Fortaleza teve posse de bola, mas encontrou dificuldade para infiltrar. É verdade que Miritello perdeu um gol inacreditável no fim do primeiro tempo, daqueles que normalmente não se desperdiçam no futebol profissional. Ainda assim, a Ponte conseguiu sobreviver.

O problema apareceu depois do intervalo. Mais uma vez, o aspecto físico pesou. O time voltou diferente, começou a perder intensidade e passou a chegar atrasado em praticamente todas as jogadas. O primeiro gol nasceu justamente dessa dificuldade. Houve o cruzamento pela esquerda, Palacios não conseguiu acompanhar Miritello, e o atacante cabeceou com liberdade para abrir o placar.

A partir dali, o roteiro ficou claro. A Ponte não tem qualidade técnica para pressionar adversários desse nível e, naquele momento, também já não tinha forças físicas para competir. Em vez de empurrar o Fortaleza para trás, foi o contrário: o Fortaleza permaneceu atacando, controlando o jogo e amadurecendo naturalmente o segundo gol.

Quando Maílton acertou o chute de fora da área, a partida praticamente terminou. Foi um belo arremate, mas, na minha avaliação, Guilherme Viana também falhou no lance. Calculou mal a trajetória da bola, atacou de maneira errada e acabou aceitando um gol defensável. Isso não apaga a boa estreia que havia feito até então, mas esse erro precisa ser registrado.

Depois do segundo gol, a Ponte simplesmente não reagiu. Não criou nenhuma oportunidade que realmente ameaçasse o Fortaleza. O time já estava entregue física e emocionalmente.

No fim das contas, a vitória do Fortaleza poderia até ter sido mais elástica. Guilherme Viana, apesar da falha no segundo gol, trabalhou bastante durante a partida e evitou um placar ainda mais pesado.

O que fica é uma sensação preocupante. A Ponte chega a dez jogos sem vencer, afunda cada vez mais na tabela e vê o caminho para escapar do rebaixamento diminuir rodada após rodada.

O primeiro tempo permitiu sonhar. O segundo mostrou, mais uma vez, a dura realidade vivida pela Ponte Preta. Quando o time cansou, virou presa fácil.

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