Ponte Preta: “O trabalho é vergonhoso e o elenco montado é ridículo”, analisa Tigrão

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Foto de Fernando Alves/Juventude

Por Valdemir Gomes

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Não há muito a acrescentar a tudo o que já foi dito sobre esse jogo. Mas, se eu pudesse resumir mais um vexame da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro, eu diria: derrota melancólica.

Foi um time sem qualquer poder de reação. A Macaca deu apenas um chute no gol em mais de 90 minutos de partida. A única defesa do goleiro Jandrei aconteceu em uma cobrança de falta rasteira do Elvis, e já no finalzinho do jogo, quando o Juventude já vencia por 3 a 0. A equipe não mostrou força, entrou em campo muito desfalcada e, quando você precisa contar com todos os jogadores à disposição num elenco que já é fraco, o cenário fica insustentável. Hoje tínhamos oito desfalques, entre problemas físicos e disciplinares, e a Ponte foi uma presa muito fácil.

Na prática, tudo aquilo que projetávamos se confirmou: o Juventude não precisou transpirar. Eles não sofreram sustos e não precisaram de nenhuma grande intensidade para matar o jogo logo no primeiro tempo. É verdade que tivemos erros graves de arbitragem e do VAR em uma etapa inicial caótica. Mas não dá para colocar a culpa na arbitragem quando o seu melhor jogador em campo é o goleiro Diogo Silva — que tomou três gols e pegou até pênalti, sofrendo um bombardeio. A superioridade do Juventude foi total.

A zaga da Alvinegra é uma buraqueira. Esse Palacios, desculpem a franqueza, mas é uma piada de salão. Não joga absolutamente nada, tropeça na bola, erra o tempo da jogada. No primeiro gol, a Ponte já segurava uma pressão danada, era um massacre, e a equipe toda falhou feio. Jogou mal ele, jogou mal o Porfírio, jogou mal todo mundo.

Hoje eu sequer aponto quem foi o melhor da Macaca em campo. Não voto em ninguém. O time não foi guerreiro. Eles apenas correram para cumprir a obrigação de estar em campo. A Ponte não foi intensa. Quando o Juventude fez 3 a 0 e sentiu que não corria nenhum risco, tirou o pé completamente. Se tivessem continuado, fariam cinco sem nenhum problema. E a Ponte, ciente da sua total incapacidade de reagir, aceitou a derrota de uma maneira melancólica.

Agora, a Ponte tem seis jogos até virar o turno: Novorizontino em casa, Atlético Goianiense fora, Fortaleza fora, Criciúma em casa, Goiás em casa e Operário fora. Infelizmente, eu não vou ficar aqui vendendo ilusões para o torcedor e nem vou passar pano para incompetente nenhum. O trabalho na Ponte Preta é vergonhoso e o elenco montado é ridículo.

A não ser que aconteça uma grande surpresa, a Macaca não vai ganhar nenhum jogo até o final do primeiro turno e será irremediavelmente e virtualmente rebaixada. É uma vergonha. Mais um domingo de decepção, de tristeza e de angústia para essa grande torcida da Ponte Preta, que definitivamente não merece um serviço tão ruim prestado por quem comanda o clube.

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