Ponte Preta: “O time foi vítima do elenco curto e do árbitro”, analisa CH

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Foto de Marcos Ribolli

Por Carlos Henrique

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O empate da Ponte Preta por 1 a 1 com o Athletic, no Moisés Lucarelli, deixou mais uma vez a sensação de que o esforço dos jogadores esbarra em problemas que vão muito além das quatro linhas. Para mim, a Macaca foi vítima de dois fatores decisivos: um elenco reduzido e um erro de arbitragem que interferiu diretamente no resultado.

No primeiro tempo, a Ponte fez uma atuação competitiva. Marcou, criou oportunidades e conseguiu impor intensidade. Mas essa intensidade não se sustentou depois do intervalo. Muita gente vai apontar a queda física da equipe, mas eu discordo da ideia de que isso seja responsabilidade da preparação física.

O problema está na montagem do elenco.

Quando o time perde rendimento, é natural que o treinador tente mudar a equipe. O problema é que Márcio Zanardi olha para o banco e encontra jogadores sem ritmo de jogo ou garotos das categorias de base que ainda estão iniciando a trajetória no profissional. É impossível manter o mesmo nível de competitividade dessa forma.

Não é justo cobrar desses meninos uma solução para uma crise construída pela falta de opções. Eles entram, se esforçam, fazem o que podem, mas ainda estão em processo de formação.

Outro ponto que pesou foi a arbitragem. No lance do empate, sinceramente, não consegui enxergar pênalti de Sergio Palacios. O zagueiro costuma ser alvo de críticas pelas falhas que cometeu ao longo da temporada, mas, desta vez, não vejo infração suficiente para justificar a marcação. Para mim, foi um erro importante em um jogo bastante equilibrado.

Também chamou a atenção a postura do Athletic depois de chegar ao empate. A equipe mineira praticamente abdicou de jogar futebol, administrou o resultado e apostou na paralisação constante da partida para impedir qualquer reação da Ponte. Funcionou.

Mesmo assim, a Macaca também pouco produziu ofensivamente no segundo tempo. O rendimento caiu bastante e faltou qualidade para transformar a posse de bola em oportunidades reais de gol.

Um detalhe que merece registro é a postura da torcida. Apesar de mais um tropeço em casa, não houve uma reação de hostilidade contra os jogadores. O torcedor percebe que o grupo está entregando o máximo possível dentro das limitações atuais e entende que os problemas passam, principalmente, pela situação estrutural vivida pelo clube.

O empate não resolve absolutamente nada. A Ponte Preta segue na última colocação da Série B e abre o segundo turno exatamente onde terminou o primeiro: pressionada e precisando de uma reação urgente.

Enquanto não houver novidades fora de campo, especialmente com a chegada de reforços, a tendência é que o roteiro se repita rodada após rodada. O desafio da Ponte, a partir de agora, será tratado jogo a jogo, porque o tempo está passando e a situação na tabela fica cada vez mais delicada.

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