Ponte Preta: “Não me lembro de uma partida tão ruim”, analisa CH

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Foto de Roberto Corrêa

Por Carlos Henrique

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O resultado explica por si só o que foi a partida. A Ponte Preta não teve, em nenhum momento dos 94 minutos, qualquer lampejo de consciência ou de futebol organizado. Para piorar uma situação que já é extremamente complicada, foram gols muito rápidos sofridos pelo time. Além dos problemas técnicos, que todos nós já conhecemos, ficou nítido o problema emocional que essa equipe enfrenta.

A Ponte tomou o primeiro gol e já se desarrumou. Tomou o segundo e desmontou completamente. Derreteu. O Vila Nova fez três e poderia ter feito seis ainda no primeiro tempo.

Quando o técnico Zanardi mexeu na equipe no intervalo, tivemos a impressão de que o time havia melhorado. Mas foi apenas um engano. Foi aquele último suspiro que um paciente terminal dá na UTI antes de morrer. A Ponte teve uma pequena reação, mas não conseguiu sustentar.

Eu lamento muito tudo o que está acontecendo com a Ponte Preta. É uma situação extremamente triste. Espero que a torcida continue preservando esses jogadores, porque eles não têm culpa de tudo isso. O que está acontecendo é resultado de um erro grotesco de planejamento — ou de falta de planejamento.

E quem me acompanha todos os dias sabe que eu não alimento nenhum tipo de esperança em relação a uma mudança de cenário. Qual seria essa mudança? Entrar dinheiro para pagar os jogadores. Eu não me iludo com isso.

Eu virei aqui neste microfone para dizer justamente o contrário: para mim, essa história do transfer ban não vai ser resolvida. A SAF vai se arrastar até o final do ano e, depois, eu não sei o que vai acontecer.

O Elvis, na carta aberta que publicou na internet, deixou claro que o time vai a campo contra o Avaí. Depois disso, se não houver pagamento, a situação ficará extremamente complicada. Seria terrível para a história da Ponte Preta e para a própria história do campeonato se a Ponte não tivesse time para entrar em campo. Tudo indica que é isso que pode acontecer. Espero que não.

E o Zanardi já esgotou efetivamente todo o estoque de convencimento que tem no arsenal para tentar convencer os jogadores de que o dia seguinte pode ser diferente e mais positivo.

Não sei o que vai ser. É triste a situação. Hoje, a Ponte tomou seis, mas poderia ter tomado nove ou dez. Eu não me lembro de uma partida tão ruim do time da Ponte em todo o tempo em que estou em Campinas. E olha que já assisti a coisas grotescas. O que vi hoje, porém, é algo para assustar todo mundo.

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