Ponte Preta: Edson Boaro cita prejuízo com pênalti não marcado e despista sobre permanência

Ponte Preta: Edson Boaro cita prejuízo com pênalti não marcado e despista sobre permanência
Foto de Marcos Ribolli

O que você precisa saber

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  • A Ponte Preta chegou ao quinto jogo consecutivo sem vitória na Série B (quatro derrotas e um empate) e segue na vice-lanterna da competição, com oito pontos.
  • Após o empate sem gols com o Botafogo-SP, o técnico interino Edson Boaro fez duras críticas à arbitragem por conta de um pênalti não marcado em cima de Baianinho.
  • Com a diretoria ainda sem definir o substituto de Rodrigo Santana, Boaro deixou seu futuro em aberto e reforçou sua gratidão ao clube que o revelou.
  • O próximo compromisso da Macaca será no dia 9 de junho, uma terça-feira, diante do Cuiabá, novamente no estádio Majestoso.

O empate sem gols contra o Botafogo-SP na noite desta segunda-feira não foi suficiente para aliviar a pressão no Moisés Lucarelli. Com o resultado, a Ponte Preta chegou ao quinto jogo seguido sem vitória na Série B do Campeonato Brasileiro e permanece amargando a vice-lanterna do torneio, com apenas oito pontos. Após a partida, o técnico interino Edson Boaro concedeu entrevista coletiva e não poupou palavras para criticar a atuação da arbitragem.

O principal alvo da insatisfação pontepretana foi um lance envolvendo o atacante Baianinho dentro da área adversária, que a arbitragem mandou seguir. Para Boaro, o erro foi claro e a não utilização da tecnologia agravou a situação.

“Sobre o pênalti (em cima do Baianinho), foi muito claro. O que me deixa assustado é que ela nem foi ao VAR. Ela pode ir lá, ver o lance e decidir que não foi pênalti. Mas por que não ir? O VAR veio para que o prejuízo no futebol fosse menor, mas a gente continua com muitas injustiças. É preciso melhorar a qualidade de quem comanda o VAR porque isso não pode acontecer. O que mais me deixou indignado foi que o VAR não chamou. Ela deveria ao menos olhar o lance mais uma vez e não fez. Isso eu não aceito”, desabafou o comandante.

Enquanto a equipe tenta se reerguer dentro de campo, os bastidores seguem indefinidos. A diretoria da Macaca ainda não bateu o martelo sobre a contratação de um novo treinador. Questionado sobre a possibilidade de ser efetivado no cargo para a sequência da competição, Edson Boaro despistou, mas fez questão de ressaltar sua profunda ligação com o clube campineiro.

Revelado nas categorias de base da Ponte Preta, o ex-lateral-direito, que disputou a Copa do Mundo de 1986 pela Seleção Brasileira, atua como auxiliar permanente desde o início da gestão do agora vice-presidente Marco Antônio Eberlin e colocou-se à disposição para o que for decidido.

“Sobre o futuro, é difícil responder. Eu tenho muito prazer de trabalhar na Ponte como treinador. Eu cheguei aqui com 15 anos como atleta, saí com 24 e voltei ao clube que me formou para a vida. Foi graças à Ponte que joguei em grandes clubes, disputei uma Copa com a Seleção e formei minha carreira”, relembrou Boaro.

“Então, estou aqui para ajudar. É preciso avaliar o planejamento, a aceitação e todo o cenário que envolveria uma sequência. Vamos ver o que a diretoria pensa. Não é algo que está me preocupando. O que a diretoria resolver, a gente vai acatar. Eu quero o que é melhor para a Ponte”, finalizou.

A equipe ganha agora uma semana de preparação até o próximo desafio. A Macaca volta a campo no dia 9 de junho (terça-feira), às 19h, quando recebe o Cuiabá no Majestoso, precisando desesperadamente dos três pontos para iniciar uma reação no campeonato.

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