Ponte Preta: Eberlin pode ter participação em 57% dos rebaixamentos do clube no século

Ponte Preta: Eberlin pode ter participação em 57% dos rebaixamentos do clube no século
Foto de Diego Almeida/Pontepress

Dirigente esteve diretamente ligado a quatro das sete quedas da Macaca desde 2001 e pode alcançar o quarto rebaixamento em sua trajetória no clube

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O que você precisa saber

  • A Ponte Preta pode confirmar no sábado o sétimo rebaixamento desde o início do século.
  • A queda pode ser confirmada em caso de derrota para o Cuiabá ou até mesmo com vitórias de Botafogo-SP e Ceará.
  • Marco Antonio Eberlin esteve diretamente envolvido em quatro dos sete rebaixamentos: Paulistão de 2022, Série B de 2024, Paulistão de 2026 e, agora, a Série B de 2026.
  • Se a queda para a Série C for confirmada, Eberlin terá participação em quatro dos sete rebaixamentos da Ponte no século, o equivalente a 57% das quedas.
  • Na primeira passagem pelo clube, entre 1996 e 2006, Eberlin deixou a diretoria antes da confirmação do rebaixamento no Brasileirão de 2006.
  • A atual gestão já supera as administrações anteriores em número de rebaixamentos com participação de Eberlin.
  • Antes de retornar à Ponte, Eberlin havia passado uma década no futebol do clube sem participar de um descenso.

Marco Antonio Eberlin pode chegar ao quarto rebaixamento como dirigente da Ponte Preta. Caso a Macaca confirme a queda para a Série C no próximo sábado, o dirigente terá participado diretamente de quatro dos sete descensos do clube desde o início do século.

A Ponte Preta enfrenta o Cuiabá fora de casa. Uma derrota confirma matematicamente o rebaixamento. A queda também pode acontecer antes mesmo do jogo, dependendo dos resultados de Botafogo-SP e Ceará.

Eberlin esteve diretamente ligado às quedas do Campeonato Paulista de 2022 e da Série B de 2024, quando era presidente. Em 2026, já participou do rebaixamento no Paulistão e agora aguarda a definição matemática da queda na segunda divisão nacional como vice-presidente de Luiz Torrano.

Se confirmada, a sequência representa quatro dos sete rebaixamentos da Ponte no século — 57% das quedas no período.

Primeira passagem foi marcada por acessos

A história de Eberlin na Ponte Preta começou em 1996, quando passou a trabalhar no futebol do clube. No ano seguinte, a equipe conquistou o acesso à elite do Campeonato Brasileiro e permaneceu na Série A durante dez temporadas consecutivas.

Em 1999, veio também o acesso no Campeonato Paulista.

O primeiro rebaixamento da Ponte no século aconteceu em 2006. Eberlin, porém, havia deixado a estrutura de comando do futebol antes da confirmação da queda.

Naquele período, portanto, o dirigente passou pela principal fase de crescimento esportivo da Ponte sem participar diretamente de um rebaixamento.

Retorno em 2021 mudou o cenário

Eberlin voltou ao comando da Ponte Preta nas eleições de 2021. Inicialmente, outros nomes eram considerados para a presidência, mas ele acabou assumindo o cargo após a desistência de outros candidatos.

A partir de 2022, a Ponte passou a conviver com uma sequência de quedas que marcou a gestão.

Naquele ano, o time foi rebaixado no Campeonato Paulista. Em 2023, conquistou o título da Série A2 e retornou à elite estadual, mas voltou a cair em 2024, desta vez na Série B.

Em 2025, veio um dos principais resultados esportivos do ciclo, com o título da Série C, o primeiro campeonato nacional conquistado pela Ponte Preta.

A conquista, porém, foi seguida por novo rebaixamento no Campeonato Paulista de 2026. Agora, a equipe está novamente ameaçada na Série B.

Sete rebaixamentos no século

A Ponte Preta foi rebaixada no Brasileirão de 2006, 2013 e 2017. Depois, vieram as quedas no Paulistão de 2022, na Série B de 2024 e no Campeonato Paulista de 2026.

Se o rebaixamento na Série B for confirmado, será a sétima queda da Ponte Preta desde 2001.

Eberlin participou diretamente de quatro delas, todas a partir de seu retorno ao clube em 2021.

A trajetória, portanto, mudou de perfil: o dirigente que passou a primeira passagem pelo clube sem participar de um rebaixamento pode se tornar o dirigente com maior número de quedas associadas à sua gestão na história recente da Ponte.

A sequência de rebaixamentos também teve impacto financeiro no clube. A Ponte atravessa atualmente um cenário de dificuldades financeiras, com atrasos salariais e necessidade de novas fontes de receita.

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