Ponte Preta: Eberlin descarta boicote do elenco e detalha acordo com remanescentes
O que você precisa saber:
- Marco Antonio Eberlin negou categoricamente que o elenco esteja fazendo “corpo mole” ou boicotando jogos em razão dos salários atrasados.
- O dirigente rechaçou qualquer problema comportamental com o atacante William Pottker, atribuindo sua fase inicial a uma “ansiedade excessiva” para marcar gols.
- A diretoria revelou que possui acordos individuais costurados para o pagamento de pendências antigas com nomes como Elvis, Diogo, Diego Tavares e Danilo Barcelos.
- Apesar das cobranças legítimas do grupo, o vice-presidente garantiu que o ambiente de trabalho no Moisés Lucarelli segue equilibrado.
Blindagem do vestiário e renegociação de dívidas
O momento turbulento da Ponte Preta, agravado pelas duas derrotas consecutivas com três gols sofridos em cada partida, levantou suspeitas externas sobre o comportamento do elenco diante dos atrasos salariais. O vice-presidente Marco Antonio Eberlin, no entanto, fez questão de blindar o vestiário e rechaçar qualquer teoria de conspiração no Moisés Lucarelli.
Durante a entrevista na Rádio Bandeirantes, o dirigente foi enfático ao afastar os boatos. “Não existe corpo mole, não existe jogador correndo menos, não existe líder de motim”, assegurou Eberlin, que também tratou de defender individualmente algumas das principais lideranças do plantel, como o atacante William Pottker.
“Me perguntaram se o Pottker criou qualquer tipo de problema. Ele estava ansioso demais para fazer os gols. Eu acho que depois que saíram dois gols, ele diminuiu essa ansiedade e começa a mostrar um futebol melhor. O ambiente é de total tranquilidade”, completou o diretor de futebol.
Eberlin reconheceu que é um direito legítimo do atleta cobrar seus vencimentos, mas ponderou que o grupo entende o esforço da gestão. “Os jogadores cobram, acionam os dispositivos que têm à mão, o sindicato, a imprensa… Mas eles sabem que existe a intenção do clube no mais rápido período de tempo sanear isso. E isso vai ser saneado”, destacou.
Para estancar a sangria financeira herdada de anos anteriores, o clube adotou a estratégia de renegociar passivos individualmente. Eberlin abriu o jogo sobre os acertos já encaminhados. “O Elvis fez um acordo do passado, parte foi recebida e parte ainda não. O Diogo fez um acordo do passado em quatro parcelas, duas já foram honradas. O Diego Tavares compareceu na semana passada para falar comigo, já fez um acordo também quanto ao seu endividamento. O Danilo Barcelos já está com a proposta na mão e deve acertar”, detalhou o vice-presidente, visando limpar o caminho para que a Macaca possa focar exclusivamente em sua recuperação na Série B.
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