Ponte Preta: Conselho veta estrela no uniforme em referência ao título da Série C
O que você precisa saber
- O Conselho Deliberativo da Ponte Preta rejeitou a proposta de incluir uma estrela no uniforme em homenagem ao título da Série C do Campeonato Brasileiro.
- O debate ocorreu na reunião da última quarta-feira, ocasião em que também foi aprovada a criação da SAF no clube.
- A ideia original envolvia a produção de um terceiro uniforme com detalhes bordados em dourado e uma estrela posicionada acima do escudo da Macaca.
- A sugestão foi derrubada por ampla maioria, sob o temor de que a ostentação do feito gerasse piadas e provocações por parte de torcedores rivais.
- Os conselheiros avaliaram que a conquista, embora celebrada na ocasião, ocorreu em um período de severas dificuldades financeiras e deve ser tratada com cautela.
- Houve também o entendimento técnico de que uma estrela dourada não condiz com o padrão do futebol, onde títulos da terceira divisão costumam ser representados pela cor de bronze.
Homenagens sim, estrela não…
A histórica reunião do Conselho Deliberativo da Ponte Preta, realizada na última quarta-feira, não se resumiu apenas à aprovação dos trâmites para a implementação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Além de definir os rumos administrativos e empresariais da instituição, os conselheiros colocaram em pauta uma proposta estética e comemorativa: a inclusão de uma estrela no uniforme da equipe profissional para chancelar o título da Série C do Campeonato Brasileiro. A ideia, no entanto, não decolou e acabou sendo barrada nos bastidores do estádio Moisés Lucarelli.
Segundo as informações apuradas, a proposta apresentada consistia no lançamento de um terceiro uniforme comemorativo para a Macaca. O projeto sugeria a confecção de uma camisa com detalhes e bordados na cor dourada, coroada com uma estrela fixada logo acima do tradicional escudo alvinegro. Apesar da clara intenção de homenagear a conquista nacional, a sugestão foi rapidamente rejeitada por ampla maioria durante o encontro. O principal argumento que formou o consenso entre os presentes foi o risco de imagem associado à medida: os dirigentes avaliaram que exaltar um título de terceira divisão estamparia um prato cheio para piadas, ironias e pautas de provocações por parte dos torcedores rivais.
Além do cuidado com a repercussão externa, o contexto histórico da própria campanha e as hierarquias não escritas do esporte também pesaram contra a aprovação. O entendimento interno foi de que a trajetória do título da Série C, embora tenha trazido o necessário alívio esportivo na época, ocorreu em um ambiente de extremas dificuldades operacionais e problemas financeiros no clube, exigindo que a lembrança seja tratada com uma cautela realista, sem espaço para grandes ostentações.
Ademais, membros do Conselho destacaram a inadequação da cor proposta para a homenagem. No padrão tradicionalmente adotado no futebol brasileiro, uma estrela dourada é reservada para as conquistas de elite — como a primeira divisão ou torneios internacionais —, enquanto os títulos da Série B costumam ser representados por estrelas de prata e os da Série C por estrelas de bronze. Diante de todas essas ressalvas lógicas e institucionais, a camisa da Ponte Preta seguirá limpa e sem a sonhada nova estrela.
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