Ponte Preta: com salários atrasados, Edson Boaro estuda saída da comissão técnica
O que você precisa saber:
- O auxiliar-técnico Edson Boaro pode deixar a comissão da Ponte Preta nos próximos dias devido à insatisfação com os salários atrasados.
- O profissional, que hoje atua como auxiliar fixo da casa, convive com as pendências financeiras há 14 meses.
- Uma reunião entre o ex-jogador (com passagem pela Seleção na Copa de 86) e a diretoria está marcada para a próxima semana para definir seu futuro.
- O clube tenta a permanência, mas a crise afeta todo o futebol: recentemente, o elenco adotou a “lei do silêncio” e abdicou da concentração como protesto.
- Embalada por duas vitórias, a Macaca encara o São Bernardo no próximo domingo, às 16h, fora de casa.
O limite da paciência
A comissão técnica da Ponte Preta pode sofrer uma baixa de muito peso nos próximos dias. O auxiliar-técnico Edson Boaro externalizou internamente a sua forte insatisfação com os constantes atrasos salariais no Majestoso e passou a estudar uma saída do clube.
O desgaste é fruto de um longo período de instabilidade. Integrante do estafe pontepretano, Boaro convive com as pendências financeiras há 14 meses. Durante este período de turbulência, ele chegou a ser realocado do comando da equipe sub-20 para a função de auxiliar fixo do time profissional, trabalhando atualmente de forma direta ao lado do técnico Rodrigo Santana.
Apesar da chateação do profissional, o martelo sobre a sua saída ainda não está batido. O auxiliar tem uma nova reunião agendada com a diretoria executiva para a próxima semana, onde sentará à mesa para alinhar se permanece no projeto ou se buscará um novo desafio na carreira.
Internamente, Edson é avaliado como uma peça fundamental para o funcionamento do dia a dia do clube e, por isso, a diretoria alvinegra promete fazer esforços para tentar contornar a situação e garantir a sua continuidade.
O prestígio de Boaro no vestiário se apoia na sua enorme bagagem no esporte: o ex-lateral construiu uma carreira sólida defendendo Palmeiras e Corinthians, além de ter disputado a Copa do Mundo de 1986 pela Seleção Brasileira.
O possível adeus do auxiliar é apenas mais um sintoma da grave crise financeira que tem atrapalhado a rotina de funcionários, comissão técnica e jogadores. O clima de insatisfação já resultou em manifestações contundentes do grupo principal.
Na recente vitória por 1 a 0 sobre o América-MG, os atletas adotaram a “lei do silêncio” como forma de protesto. Além disso, o elenco também abdicou de se concentrar no hotel na véspera do jogo como um recado direto de insatisfação com as promessas não cumpridas pela alta cúpula pontepretana.
esmo caminhando sobre a corda bamba no extracampo, a equipe tenta manter o embalo conquistado dentro das quatro linhas. Vindo de duas vitórias seguidas que tiraram o time da zona de rebaixamento da Série B, a Ponte Preta volta a campo no próximo domingo, às 16h, para encarar o São Bernardo, fora de casa.
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