Ponte Preta: clube pode estabelecer marca inédita de 100 gols sofridos
Macaca já levou 77 gols em 38 partidas e precisa sofrer apenas mais 23 para alcançar uma marca incomum no futebol brasileiro
O que você precisa saber
- A Ponte Preta sofreu 77 gols em 38 jogos na temporada 2026, média de 2,02 por partida.
- Na Série B, são 62 gols sofridos em 28 rodadas, média de 2,21 por jogo.
- A Macaca é a pior defesa da Série B, com 14 gols sofridos a mais que o América-MG, vice-lanterna.
- Mantendo a média atual na Série B, a Ponte sofreria mais 22 gols nas dez rodadas restantes e chegaria a 99 gols no ano.
- Com apenas mais um gol sofrido até o fim da temporada, a equipe atingiria a marca de 100.
- A Ponte soma apenas três vitórias em 38 jogos e está há 22 partidas sem vencer na Série B.
- O clube já sofreu duas derrotas por 6 a 0 na competição, contra Vila Nova e Londrina.
- A marca de 100 gols sofridos seria incomum: Vitória, em 2018, e Vasco, em 2025 e 2021, chegaram a 94 gols sofridos em uma temporada.
A Ponte Preta pode terminar 2026 com uma marca inédita em sua história recente: 100 gols sofridos em uma única temporada. Após a goleada por 6 a 0 para o Londrina, na última terça-feira, a Macaca chegou a 77 gols sofridos em 38 partidas, com média de 2,02 por jogo.
A projeção fica ainda mais preocupante quando considerado apenas o desempenho na Série B. Em 28 rodadas, a Ponte levou 62 gols, média de 2,21 por partida. Restam dez jogos para o encerramento da competição.
Se repetir essa média nas dez partidas restantes, a equipe sofreria aproximadamente mais 22 gols. Nesse cenário, terminaria a Série B com 84 gols sofridos e chegaria a 99 no total da temporada.
Ou seja: bastaria sofrer mais um gol além dessa projeção para a Ponte alcançar os 100 gols contra em 2026.
Pior defesa da Série B
Os 62 gols sofridos em 28 partidas colocam a Ponte como a defesa mais vazada da Série B. A diferença para o América-MG, atual vice-lanterna, é de 14 gols.
O desempenho defensivo também ajuda a explicar a campanha. A Ponte tem apenas três vitórias em 38 compromissos na temporada, além de cinco empates e 30 derrotas. No Campeonato Paulista, foram 14 gols sofridos em oito partidas, enquanto na Série B já são 62.
A equipe sofreu pelo menos três gols em oito partidas na atual Série B. Além disso, protagonizou as duas maiores goleadas sofridas na competição: 6 a 0 para o Vila Nova, em agosto, e novamente 6 a 0 para o Londrina, nesta semana.
A segunda goleada por 6 a 0 também encerrou um intervalo de mais de três décadas sem a Ponte sofrer esse placar. A última havia acontecido em 8 de fevereiro de 1995, contra o XV de Piracicaba, pelo Campeonato Paulista.
Marca de 100 gols seria incomum
Chegar aos 100 gols sofridos em uma temporada não é algo habitual entre clubes brasileiros.
O Vitória terminou 2018 com 94 gols sofridos em 67 partidas. Mais recentemente, o Vasco também alcançou a marca de 94 gols sofridos em 2025, em 71 jogos. O clube carioca havia registrado o mesmo número em 2021.
A Ponte, portanto, está a 23 gols da marca centenária, mas tem dez partidas para disputar na Série B. A projeção matemática baseada no desempenho atual coloca o time muito próximo desse número.
Jejum também é recorde na Série B
Os problemas defensivos fazem parte de uma sequência mais ampla de resultados negativos.
A Ponte está há 22 jogos sem vencer na Série B, maior sequência de partidas sem vitória da história da competição. São seis derrotas consecutivas e apenas 10 pontos conquistados em 28 rodadas.
A equipe também não marcou nos últimos seis jogos. Desde a paralisação dos jogadores por causa dos salários atrasados, foram quatro partidas, com 12 gols sofridos e nenhum marcado. Sob o comando de Gilson Kleina, a Ponte ainda não balançou as redes.
Na classificação, a Macaca está na última colocação, com 10 pontos, 21 atrás do Botafogo-SP, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Faltam dez rodadas para o fim da Série B.
O próximo compromisso será contra o CRB, neste domingo, no Moisés Lucarelli. Depois, a Ponte enfrenta o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, em duelo que também pode ter impacto direto na confirmação matemática do rebaixamento.
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