Ponte Preta: campanha do Guaratinguetá em 2012 serve de inspiração para reação da Macaca na Série B
O que você precisa saber
- A Ponte Preta vive uma das piores campanhas da história da Série B na era dos pontos corridos;
- Apesar do cenário delicado, a diretoria acredita na recuperação com reforços e uma mudança de desempenho no segundo turno;
- Um dos exemplos usados como inspiração é a campanha do Guaratinguetá em 2012;
- Naquele ano, o clube paulista era lanterna após 17 rodadas, mas conseguiu escapar do rebaixamento na reta final;
- Para repetir um roteiro semelhante, a Macaca precisará de uma campanha de G-4 até o fim da competição;
- O próximo desafio será no sábado, diante do Goiás, no Moisés Lucarelli.
Exemplo de 2012 alimenta esperança
A situação da Ponte Preta na Série B é extremamente complicada. Com apenas oito pontos em 17 rodadas, a equipe faz uma das campanhas mais fracas da história da competição no formato de pontos corridos.
Mesmo assim, nos bastidores do Moisés Lucarelli ainda existe a convicção de que é possível evitar o rebaixamento. A esperança passa pela chegada de reforços na janela de transferências e por uma mudança de rendimento no segundo turno.
Entre os exemplos lembrados está a campanha do Guaratinguetá na Série B de 2012.
Lanterna virou sobrevivente
Naquele campeonato, o Guaratinguetá viveu situação bastante semelhante à atual da Ponte Preta.
Após 17 rodadas, o time ocupava a lanterna com nove pontos, apenas um a mais do que a Macaca possui atualmente. A diferença para o primeiro clube fora da zona de rebaixamento também era de oito pontos, cenário considerado bastante difícil de reverter.
A reação começou justamente na reta final do primeiro turno. O Guaratinguetá venceu as duas últimas partidas antes da virada da competição e ganhou confiança para a sequência da temporada.
No segundo turno, a equipe conquistou nove vitórias em 18 jogos, somou 43 pontos ao final do campeonato e escapou do rebaixamento por apenas um ponto.
Desafio da Ponte é ainda maior
Embora o exemplo mostre que uma recuperação é possível, o cenário da Ponte Preta é ainda mais complexo.
Hoje, a diferença para o Londrina, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, é de 11 pontos.
Pelas projeções atuais, a permanência deverá exigir algo em torno de 43 pontos ao término da Série B. Para chegar a essa marca, a Macaca precisará conquistar 35 pontos nas 21 rodadas restantes.
Na prática, isso significa vencer 12 partidas até o fim da competição, desempenho equivalente a um aproveitamento de aproximadamente 57% dos pontos disputados.
Curiosamente, esse é um índice semelhante ao apresentado atualmente pelo Novorizontino, equipe que ocupa o G-4 e briga pelo acesso à Série A.
Reforços aumentam expectativa
A diretoria aposta que a abertura da janela de transferências pode representar um ponto de virada na temporada.
Jogadores como Alex Nascimento, Hiago Ribeiro, Jota, Cesinha, David Braw, Enzo Boer, Douglas Marques e Diogo Silva já foram contratados e aguardam regularização para reforçar o elenco de Márcio Zanardi.
Ao mesmo tempo, o clube tenta solucionar as pendências financeiras e derrubar o transfer ban, condição indispensável para inscrever os novos atletas.
Primeiro passo será contra o Goiás
Antes de pensar em uma arrancada semelhante à do Guaratinguetá, a Ponte Preta sabe que precisa voltar a vencer.
O primeiro compromisso do segundo turno será diante do Goiás, no próximo sábado, no Moisés Lucarelli.
O adversário ocupa a nona colocação, com 25 pontos, enquanto a Macaca tenta interromper uma sequência de 11 jogos sem vitória e iniciar uma recuperação que, neste momento, parece improvável, mas ainda é tratada como possível dentro do clube.
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