Ponte Preta: “A arbitragem estragou completamente a partida”, analisa Tigrão

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Foto de Marcos Ribolli

Por Valdemir Gomes

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O Botafogo foi melhor do que a Ponte quando os dois times estavam com 11 jogadores, ou seja, antes da expulsão do Diego Tavares aos 31 minutos do primeiro tempo. O Botafogo subiu as linhas, empurrou a Ponte para trás e veio a Campinas para ganhar o jogo, esse é um fato indiscutível. A Ponte escapou da derrota por 50% de competência defensiva e os outros 50% por completa incapacidade, incompetência e imperícia nas finalizações do Botafogo, que chegou cinco ou seis vezes na cara do gol e desperdiçou. Quem esteve mais próximo da vitória, tanto 11 contra 11 quanto com a vantagem numérica, foi o Botafogo.

Agora, isso não invalida os erros gravíssimos de arbitragem. No lance em que houve um braço no rosto do jogador do Botafogo, a árbitra Edna dá a falta e o amarelo, aí o VAR chama e troca a cor para vermelho. No início do segundo tempo, ocorreu um lance idêntico de braço no rosto do lateral-direito da Ponte, o Júlio, e a árbitra nem falta deu. Como ela não deu falta e não teve amarelo, o VAR malandrão não chamou e mandou seguir o jogo.

Na última bola do jogo, com a Ponte sufocada tentando garantir pelo menos o 0 a 0 com um jogador a menos, traumatizada por ter tomado 14 gols nos últimos quatro jogos, surgiu uma chance improvável. O Palacios pegou uma bola na saída da grande área, atravessou o campo como um caminhão desgovernado, trombando com todo mundo, entrou na área e chutou. O goleiro deu o rebote, o Baianinho, que acompanhava em velocidade para fazer o gol, foi empurrado por trás. A Ponte provavelmente ganharia o jogo com aquele pênalti, mas ela não deu e o VAR não chamou.

A arbitragem estragou completamente a partida, sendo caótica, desastrosa, errando por um lado só e prejudicando sensivelmente e de forma decisiva a equipe da Ponte.

Apesar disso, louve-se aqui e a torcida tem que reconhecer: o time lutou uma barbaridade. A Ponte começou desatenta, sonolenta e sem intensidade, podendo até ter tomado dois gols nos primeiros 10 minutos, mas depois equilibrou, entrou no jogo e duelou o tempo inteiro. São dois times limitadíssimos, por isso estão na zona de rebaixamento, mas louve-se o espírito de luta e o respeito com a instituição dos jogadores pontepretanos. Eles se entregaram ao extremo fisicamente para sair pelo menos com a conquista de um ponto, o que foi o melhor resultado da Macaca nos últimos cinco jogos na Série B do Campeonato Brasileiro.

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