Guarani: sequência de quatro anos sem cumprir objetivos aumenta pressão sobre gestão e futebol

Guarani: sequência de quatro anos sem cumprir objetivos aumenta pressão sobre gestão e futebol
Foto de Raphael Silvestre

Eliminação na Série C amplia cobrança sobre o comando do clube e deixa planejamento para 2027 condicionado ao futuro da SAF

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O que você precisa saber

  • O Guarani terminou a temporada de 2026 sem alcançar o acesso e chegou ao quarto ano consecutivo sem cumprir o principal objetivo esportivo.
  • A sequência aumenta a pressão sobre o Conselho de Administração e o departamento de futebol, responsáveis pela condução do clube.
  • O executivo Carlos Frontini já trabalha para antecipar o planejamento da próxima temporada, mas o projeto pode sofrer mudanças dependendo das decisões tomadas nas próximas semanas.
  • A votação da proposta de SAF apresentada por Roberto Graziano está prevista para 25 de setembro.
  • O resultado da votação pode definir não apenas o modelo administrativo do Guarani, mas também o caminho para a montagem do elenco e da estrutura do futebol em 2027.
  • O presidente Rômulo Amaro não se pronunciou publicamente desde o empate por 2 a 2 com o Brusque, resultado que eliminou o Bugre da Série C.
  • Enquanto aguarda a definição sobre a SAF, o clube já trabalha para reduzir custos e movimenta o elenco com empréstimos, rescisões e negociações.

O quarto ano consecutivo sem atingir o objetivo esportivo colocou o Guarani diante de uma cobrança que vai além do resultado dentro de campo. A eliminação na primeira fase da Série C, confirmada no empate por 2 a 2 com o Brusque, encerrou a temporada em agosto e aumentou a pressão sobre a atual estrutura de comando do clube.

Desde 2023, o Bugre passou por diferentes cenários e terminou todos eles sem alcançar a meta estabelecida. Houve perda do acesso à Série A em 2023, rebaixamento para a Série C em 2024, eliminação no quadrangular decisivo da terceira divisão em 2025 e, agora, ausência até mesmo da fase final da Série C em 2026.

A sequência coloca o Conselho de Administração e o departamento de futebol diante da necessidade de apresentar respostas para a próxima temporada. O ponto central, porém, é que o Guarani vive um momento de transição e pode não ter a mesma estrutura no início de 2027.

SAF pode mudar o cenário

A principal incógnita está na proposta de constituição da SAF apresentada por Roberto Graziano.

Depois de ajustes necessários na documentação e no contrato, o processo foi remarcado e terá novas etapas ao longo de setembro. A votação definitiva está prevista para 25 de setembro.

A decisão terá impacto direto sobre o planejamento do futebol. Dependendo do resultado e dos termos aprovados, o Guarani poderá iniciar um novo modelo de gestão justamente no período em que precisa montar o elenco para 2027.

Por isso, o clube vive uma espécie de intervalo entre duas estruturas. O planejamento precisa começar, mas algumas decisões de maior alcance dependem da definição sobre o futuro administrativo.

Frontini já trabalha nos próximos passos

Mesmo diante da indefinição, o departamento de futebol não pode simplesmente esperar até o fim de setembro para começar a trabalhar.

O executivo Carlos Frontini já vem tratando da montagem do próximo elenco e das movimentações necessárias para reduzir a folha e preparar a temporada seguinte. O clube, inclusive, começou a fazer ajustes no grupo depois da eliminação, com empréstimos, rescisões e negociações de jogadores.

A reformulação deve ser significativa. Após a eliminação, o próprio Guarani indicou que as próximas etapas do planejamento seriam divulgadas conforme as definições internas fossem concluídas.

Ao mesmo tempo, o clube já encaminhou a chegada de Emerson Vagalume, destaque do Maranhão, em movimento que mostra que o futebol não está completamente parado enquanto a SAF não é definida.

Silêncio da presidência

Enquanto Frontini trabalha nos bastidores, o presidente Rômulo Amaro ainda não voltou a se pronunciar publicamente desde o empate com o Brusque.

A partida marcou a eliminação do Guarani e encerrou uma temporada que começou com a expectativa de retorno à Série B, mas terminou com o clube fora do quadrangular decisivo da Série C.

O silêncio da presidência ocorre justamente no momento em que aumenta a cobrança por explicações sobre os rumos do clube e sobre o que será feito para evitar uma nova temporada frustrante.

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