Guarani: oposição defende “eleições do zero” e cobra diretoria por falta de prestação de contas
O que você precisa saber:
- O candidato da oposição, Felipe Roselli, concedeu entrevista à Bandeirantes para comentar os desdobramentos da decisão judicial que obriga o Guarani a realizar novas eleições.
- Roselli defendeu que o processo eleitoral seja reiniciado do zero, com publicação de novo edital e formação de novas chapas, devido à anulação dos atos da última assembleia.
- O candidato acusou a atual diretoria e o departamento jurídico do clube de tentarem “ganhar tempo” em vez de cumprirem a determinação da Justiça o mais rápido possível.
- A oposição também fez duras críticas ao Conselho de Administração e ao Conselho Deliberativo pela não apreciação e deliberação das contas do clube no prazo estatutário.
Críticas e cobrança por transparência
O candidato à presidência do Guarani pela chapa de oposição, Felipe Roselli, concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes para analisar o prazo de 15 dias estabelecido pela Justiça para manifestação no processo que obriga o clube a realizar um novo pleito.
Na visão de Roselli, a decisão inicial da juíza Ana Lia Beall foi muito clara ao determinar a anulação da assembleia de dezembro de 2025. Sendo assim, ele defende que todo o processo deve ser refeito desde o início.
“Nós temos que começar do zero. Existem associados que no momento atual não estão aptos e outros que passaram a ficar aptos. Novas eleições permitem que novas pessoas se candidatem. A decisão anula os atos, então o processo inicia-se do zero, seguindo todo o rito estatutário de novo edital e coleta de apoiadores”, afirmou.
O candidato também não poupou críticas à estratégia jurídica adotada pela atual gestão do Bugre, liderada pelo presidente do Conselho Deliberativo e advogado do clube, André Torquato. “O que está acontecendo é que o Guarani está querendo ganhar tempo. Ao invés de cumprir a decisão judicial para a coisa andar rápido, eles se aproveitam do prazo para enrolar. Quem decidiu colocar o Guarani nessa situação foram eles mesmos, ao ignorarem o aviso da comissão eleitoral no dia da assembleia”, disparou Roselli.
Além do imbróglio eleitoral, a oposição trouxe à tona um novo problema interno: a falta de transparência nas finanças. Roselli cobrou um posicionamento contundente sobre o Conselho de Administração.
“Chegou a informação para nós de que as contas não foram validadas pelo Conselho Deliberativo porque o Conselho de Administração não entregou no prazo. O senhor André Torquato está preocupado em postergar a eleição e não cobra essa situação das contas, que não foram apreciadas pelos conselheiros e isso é estatutário. No estatuto, isso é passível de destituição do Conselho de Administração”, revelou o opositor.
A defesa da chapa “Meu Bugre Forte” pretende peticionar nos autos do processo nos próximos dias para apresentar à juíza sua visão sobre o rito estatutário correto. A expectativa nos bastidores é de que a magistrada responda aos questionamentos de ambos os lados e as novas eleições ocorram, muito provavelmente, ao longo do mês de junho.
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