Guarani: “O Maringá teve que se curvar diante do time de Elio Sizenando”, analisa Valdemir Gomes

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Foto de Luiz Viana

Por Valdemir Gomes

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O Guarani deitou e rolou. A equipe começou o jogo muito à vontade, com uma agressividade impressionante, como se estivesse jogando no Brinco de Ouro da Princesa. Aos 50 segundos, já tínhamos o primeiro gol com o Cachoeira. O Maringá sentiu demais o impacto do gol muito cedo, tentou ir para cima para igualar as coisas de forma desorganizada e se desestabilizou por completo.

Aí entrou em cena a qualidade da bola parada. Carlos Eduardo já havia mostrado que é um exímio batedor na estreia contra o Santa Cruz, e cobrou mais uma falta perigosa. O goleiro bateu roupa e o Maranhão chegou dando “boa noite” para conferir o segundo gol. Pouco depois, aos 19 minutos, a sintonia do ataque apareceu novamente: assistência de luxo do garoto Yan Henrique, cruzamento perfeito de Cachoeira e a chegada de Maranhão, em típica condição de centroavante, para fazer 3 a 0. Ali, o jogo já estava morto.

No segundo tempo, o Maringá subiu todo mundo e tentou apertar para tentar, pelo menos, voltar para o jogo. Foi aí que brilhou a segurança defensiva. O ótimo goleiro Caíque França apareceu com três belas defesas. Em compensação, o Guarani não perdoou lá na frente. Mais uma bela batida de falta de Carlos Eduardo encontrou a cabeça do zagueirão Jonathan Costa, ampliando para 4 a 0. Para finalizar com chave de ouro, um contra-ataque puxado com muita qualidade pelo Guilherme Parede encontrou Cachoeira, que com extrema frieza serviu João Paulo para decretar o 5 a 0.

Um placar elástico que não deixa margem para nenhuma dúvida. O Guarani sapateou em cima do seu adversário e não abdicou de jogar em nenhum momento. O que mais chama a atenção é como a equipe refletiu a mentalidade imposta pelo técnico Elio Sizenando: um time que jogou de forma vertical e esteve consciente o tempo todo de que deveria agredir uma defesa adversária vulnerável – que hoje é a mais vazada do campeonato.

Foi uma noite em que as peças deram liga. Natan Castro e Carlos Eduardo dominaram o setor, João Paulo se movimentou bem e fez seu gol, a zaga foi irrepreensível, e o garoto Yan Henrique provou que ganhou a lateral-direita com justiça.

Não há o que se discutir quando se olha para quem jogou bola e quem foi trucidado. O Maringá teve que se curvar diante de uma atuação adulta, consciente, agressiva e de muita qualidade do Guarani Futebol Clube. Os cinco gols ilustram a imensa superioridade do Bugre na sua principal vitória até agora nesta Série C.

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