Guarani: Lucca revela luta após morte do pai, busca por ajuda psicológica e alívio com fim do jejum

Guarani: Lucca revela luta após morte do pai, busca por ajuda psicológica e alívio com fim do jejum
Reprodução da TV Guarani

O que você precisa saber

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  • Lucca voltou a marcar pelo Guarani após quase cinco meses;
  • O atacante revelou que a seca de gols “tirava o sono”;
  • O jogador também falou sobre o impacto da morte do pai e o processo de luto;
  • Lucca contou que procurou acompanhamento psicológico para superar o período;
  • O atacante dedicou o gol ao pai e ao filho, que acompanhou a partida no Brinco de Ouro.

O gol marcado na vitória do Guarani sobre a Inter de Limeira representou muito mais do que o fim de um jejum de quase cinco meses para Lucca.

Em entrevista coletiva, o atacante abriu o coração ao falar sobre o momento vivido fora de campo desde a morte do pai, revelou que buscou acompanhamento psicológico para enfrentar o luto e admitiu que a falta de gols também passou a afetar seu emocional.

“Realmente incomoda bastante. Isso estava tirando meu sono. Não gosto de ficar muito tempo sem marcar. Mas eu não deixei de trabalhar. A única coisa que está no meu controle é continuar trabalhando. Graças a Deus, tive grandes momentos na minha carreira fazendo gols e passar tanto tempo sem marcar não é comum.”

Luto e homenagem

A comemoração teve um significado especial.

Lucca dedicou o gol ao pai, falecido há cerca de um ano, e ao filho, que estava presente no Brinco de Ouro.

Visivelmente emocionado, o atacante disse que ainda tenta se adaptar à ausência daquele que considera o maior incentivador da carreira.

“É muito difícil falar sobre meu pai. Eu perdi ele de repente. Era um cara ativo, fazia tudo. Foram meses difíceis. Ele era o pilar da nossa família. Se hoje eu estou aqui, é por causa dele. Foi quem me levou para o futebol, quem acreditou em mim desde o começo.”

O camisa 9 afirmou que agora busca exercer para o filho o mesmo papel que recebeu do pai.

“Agora meu filho está aí, gosta de futebol, e eu quero ser para ele tudo o que meu pai foi para mim. Meu pai prefere ver meu sorriso do que me ver chorando.”

Ajuda psicológica

Lucca também falou abertamente sobre saúde mental no futebol e revelou que precisou procurar ajuda profissional após a perda do pai.

Segundo o atacante, foram cerca de quatro meses convivendo com dificuldades para dormir até iniciar o acompanhamento psicológico.

“Eu fiquei uns quatro meses sem dormir direito, buscando ajuda, psicólogo. Quando cheguei ao Guarani, já estava em um processo de melhora. Aqui conheci o André Aroni, nosso psicólogo, que me ajuda muito.”

O jogador defendeu que atletas deixem de tratar o tema como tabu.

“Existe muito preconceito do jogador de futebol em procurar ajuda, fazer terapia, mas eu não tenho dificuldade nenhuma. A gente vive sob pressão. Jogar no Guarani não é fácil. É uma camisa pesada. Não adianta cuidar do corpo sem cuidar da cabeça.”

Responsabilidade no pênalti

Lucca também explicou o lance que antecedeu o gol diante da Inter de Limeira.

Segundo ele, pediu para cobrar o pênalti mesmo com João Paulo também demonstrando interesse pela cobrança.

“Eu pedi para assumir a responsabilidade. O João queria bater também, mas acabou cedendo. Depois conversamos no vestiário e ficou tudo tranquilo. O mais importante era o Guarani vencer.”

Mudança tática

Dentro de campo, o atacante atribuiu o bom desempenho à liberdade recebida do técnico Elio Sizenando.

Diferentemente de outras partidas, Lucca teve mais mobilidade para trocar de posição com Cachoeira durante o jogo.

“O Elio me deu liberdade para sair mais da área. Meu forte sempre foi a movimentação. Nunca fui aquele centroavante que fica parado esperando a bola.”

Grupo reagiu após conversa

Lucca ainda revelou que a derrota para o Paysandu provocou uma conversa dura entre os jogadores.

Segundo o atacante, o elenco entendeu que precisava reagir rapidamente para não perder espaço na disputa pelo acesso.

“Nós encaramos o jogo contra a Inter como uma decisão. Tivemos uma conversa muito dura depois do Paysandu. Cada um colocou para fora o que estava sentindo. Grupo que quer vencer precisa desses ajustes.”

Com o jejum encerrado e o Guarani novamente no caminho das vitórias, Lucca espera transformar o alívio pessoal em confiança para a reta decisiva da Série C, na qual o Bugre tentará confirmar a classificação ao quadrangular e lutar pelo acesso à Série B.

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