Guarani: contas de 2025 apontam superávit de R$ 8 milhões e serão votadas em Assembleia

Guarani: contas de 2025 apontam superávit de R$ 8 milhões e serão votadas em Assembleia
Foto de Raphael Silvestre/Guarani FC

O que você precisa saber:

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  • O Guarani registrou um superávit (receitas maiores que despesas) de R$ 8 milhões na temporada de 2025.
  • O balanço financeiro será votado pelo Conselho Deliberativo em Assembleia marcada para esta quarta-feira.
  • A principal fonte de receita do clube foi a negociação de direitos econômicos de atletas, que rendeu R$ 42,1 milhões.
  • Apesar do saldo positivo no ano, a dívida acumulada do Bugre continua na casa dos R$ 320 milhões, mas é considerada estabilizada pela diretoria.
  • O Conselho Fiscal recomendou a aprovação das contas, mas fez ressalvas devido ao atraso na entrega dos documentos e a apontamentos técnicos.

O motor do superávit

A temporada de 2025 terminou com números positivos para os cofres do Brinco de Ouro. O Guarani fechou o último ano com uma arrecadação total de R$ 63,5 milhões (englobando receitas operacionais e financeiras). Na outra ponta, os custos e despesas gerais do clube no período bateram a marca de R$ 56,8 milhões. A matemática final resultou em um superávit histórico de aproximadamente R$ 8 milhões.

O grande diferencial para a injeção de dinheiro nos cofres alviverdes foi o mercado da bola. Apenas com o repasse e a negociação de direitos econômicos de atletas, o clube embolsou R$ 42,1 milhões. Desse montante, R$ 6,1 milhões foram gerados exclusivamente por jogadores formados nas categorias de base, confirmando a importância de investir na revelação de talentos.

Para manter o equilíbrio, a diretoria também segurou os gastos com salários. De acordo com o relatório da administração, a folha de pagamento consumiu cerca de 37% de toda a receita do clube no ano, um índice que é avaliado como saudável dentro dos padrões do futebol.

Embora o balanço de 2025 seja um alento, o “fantasma” das dívidas passadas continua assombrando o Guarani. O documento ressalta que o passivo total do clube (a dívida acumulada ao longo dos anos) segue estacionado na assustadora casa dos R$ 320 milhões.

Apesar do valor exorbitante, a diretoria e os relatórios afirmam que essa dívida se encontra “estabilizada” atualmente, graças aos pagamentos regulares e aos acordos que foram firmados e estão sendo cumpridos por meio da Recuperação Judicial (RJ).

Antes de chegar às mãos do Conselho Deliberativo para a votação desta quarta-feira, as contas de 2025 enfrentaram um verdadeiro imbróglio burocrático. As demonstrações financeiras não passaram por uma aprovação imediata porque não foram entregues no prazo estabelecido.

A diretoria explicou, em nota, que a falha ocorreu por conta da rescisão de contrato com a antiga empresa de contabilidade terceirizada, que não cumpriu os prazos de fechamento no fim do ano. O Guarani precisou contratar uma nova empresa para finalizar o balanço, o que empurrou a entrega dos relatórios finais para o mês de abril.

Mesmo com a demora, o Conselho Fiscal do clube conseguiu analisar os balancetes e emitiu o seu parecer. O órgão recomendou a aprovação das contas de 2025, mas fez questão de colocar “ressalvas”. O conselho cobrou melhorias técnicas na classificação contábil de adiantamentos e exigiu readequações nos valores que foram detalhados sobre contingências tributárias (impostos) e bloqueios judiciais.

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