Guarani: clube convoca novas eleições para 26 de julho em meio a imbróglio judicial

Guarani: clube convoca novas eleições para 26 de julho em meio a imbróglio judicial
Foto de Raphael Silvestre/Guarani FC

O que você precisa saber

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  • O presidente do Conselho Deliberativo, André Torquato, convocou uma Assembleia Geral Ordinária para a realização de novas eleições no Guarani.
  • O pleito está marcado para o dia 26 de julho (domingo), a partir das 9h30, no Brinco de Ouro.
  • Sócios adimplentes e em pleno gozo dos direitos estatutários escolherão os novos membros dos Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal.
  • Os eleitos terão mandatos válidos até 31 de dezembro de 2028. As chapas concorrentes serão as mesmas do processo original, marcado para dezembro de 2025.
  • A data da votação (26) pode ser antecipada para sábado (25) caso a tabela da Série C marque um jogo do Bugre para o domingo.
  • A convocação obedece a uma liminar judicial obtida pelo candidato de oposição Felipe Ramos Roselli, após impugnação de suas chapas.
  • O clube ainda tenta derrubar a decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Caso consiga a suspensão, o processo eleitoral convocado será cancelado.

Novas eleições

A novela política que se arrasta nos corredores do Brinco de Ouro ganhou mais um capítulo decisivo. O presidente do Conselho Deliberativo do Guarani, André Torquato, publicou o edital de convocação de uma Assembleia Geral Ordinária para a realização das novas eleições do clube, agendadas inicialmente para o dia 26 de julho (domingo).

A votação ocorrerá nas dependências do estádio, com a primeira chamada marcada para as 9h30 e duração máxima de 12 horas. Terão direito a voto os sócios que estiverem quites com os cofres sociais e em pleno gozo de seus direitos estatutários. Eles terão a responsabilidade de eleger os novos integrantes do Conselho de Administração, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal para gerir o clube até 31 de dezembro de 2028.

O calendário de transição já está estipulado no edital: a posse dos eleitos para o Conselho de Administração acontecerá no dia 27 de julho. No dia seguinte (28), será a vez de empossar os membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, data em que também ocorrerá a eleição da nova mesa diretora do Deliberativo.

A Assembleia Geral terá uma função dupla: além do pleito em si, servirá para julgar os recursos do processo eleitoral. O edital determina que todas as votações — tanto a apreciação dos pedidos de impugnação de chapas e candidaturas (logo na abertura) quanto a eleição das chapas — sejam feitas de forma individual e secreta. As chapas serão exatamente as mesmas que participariam do pleito de dezembro de 2025.

Outro detalhe de extrema importância é a flexibilidade do calendário. A realização da Assembleia no dia 26 está condicionada aos compromissos do futebol profissional. Caso a tabela da Série C (que ainda será desmembrada) marque uma partida do Guarani para este domingo, a eleição será antecipada para o sábado, dia 25 de julho, mantendo o horário de início às 9h30.

O documento também determina que, salvo nova manifestação judicial, o presidente eleito para comandar a Assembleia do último dia 14 de dezembro seja mantido no cargo para conduzir os trabalhos. Se houver manifestação contrária da Justiça, a escolha de um novo presidente para a Assembleia também deverá ser feita de forma individual e secreta.

A convocação das eleições atende a uma determinação da 11ª Vara Cível de Campinas. A decisão liminar foi conquistada por Felipe Ramos Roselli, candidato pela oposição, que recorreu à Justiça após ter suas chapas para todos os conselhos impugnadas em 14 de dezembro. A magistrada que analisou o caso encontrou vícios no cumprimento do Estatuto Social do Bugre e ordenou a realização de um novo pleito.

Mesmo com o edital publicado, o Departamento Jurídico do Guarani não jogou a toalha e segue se movimentando em 2ª Instância. O clube ingressou com um Agravo junto ao TJ-SP ainda em abril, pedindo a suspensão da liminar, mas a solicitação foi negada monocraticamente pelo desembargador Enéas Costa Garcia no dia 4 de maio.

Diante da negativa, o clube apresentou um novo recurso — o chamado Agravo Interno —, pedindo que a decisão não seja tomada apenas pelo desembargador, mas sim analisada por uma Turma do Tribunal. O recurso já foi distribuído, mas não tem data para julgamento. Caso a Turma do TJ-SP decida pela suspensão da medida liminar durante o intervalo de 47 dias até a data agendada, o processo eleitoral será sumariamente cancelado.

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