Guarani aguarda esclarecimentos para marcar eleições; entenda os prazos e a situação da SAF

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Foto de Beatriz Gatto

O que você precisa saber:

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  • O Tribunal de Justiça de São Paulo negou o pedido de efeito suspensivo do Guarani, mantendo a decisão em primeira instância que obriga o clube a realizar novas eleições.
  • O presidente do Conselho Deliberativo, Dr. André Torquato, confirmou que o clube protocolou uma petição solicitando esclarecimentos à juíza sobre pontos práticos do novo pleito.
  • O conflito de datas é um entrave: o prazo corrido estipulado pela Justiça cai no dia 23 de maio, mesma data de um jogo da equipe pela Série C. O clube sugere que a votação ocorra no dia 22 de maio (sexta-feira).
  • Há dúvidas sobre a necessidade de um novo edital, a validade das chapas já inscritas e o funcionamento da comissão eleitoral.
  • A indefinição política segue travando o avanço do projeto da Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Embate jurídico e indefinições nos bastidores

O Guarani segue vivendo dias de incerteza nos bastidores políticos. Após o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) indeferir o pedido de efeito suspensivo impetrado pelo clube -mantendo a liminar que anulou a assembleia de dezembro de 2025 e determinou novas eleições -, o corpo jurídico alviverde agora aguarda respostas para conseguir colocar o pleito em prática.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o advogado e presidente do Conselho Deliberativo, Dr. André Torquato, detalhou os próximos passos.

Segundo ele, o clube protocolou uma petição exigindo que a juíza esclareça alguns pontos fundamentais para a realização da votação, já que há divergências em relação ao Estatuto.

“Quando a juíza determina a realização em 30 dias corridos, ela já não está respeitando o que determina o estatuto, que conta os prazos em dias úteis. Sendo 30 dias corridos a partir da decisão, a eleição teria que ser realizada no dia 23 de maio. Essa data, consultando a tabela, tem partida do Guarani pela Série C contra o Barra. Fica inviável”, explicou Torquato, sugerindo que o pleito aconteça na sexta-feira, dia 22 de maio.

A ação anulatória, movida pela chapa “Meu Bugre Forte” (de Felipe Roselli), apontou vícios na assembleia anterior, como adoção de voto aberto e cerceamento de defesa. Com o recurso da atual diretoria negado pelo relator Enéas Costa Garcia, a liminar continua ativa até que o mérito seja julgado em definitivo.

Enquanto isso, a petição protocolada pelo Guarani tenta resolver o imbróglio estrutural.

“Algumas questões não ficaram claras. Vai ser necessário publicar um novo edital? As chapas vão continuar válidas ou vai se abrir do zero para novas inscrições? Se algum membro da comissão eleitoral declinar, como a gente completa o cargo? A princípio, as eleições estão convocadas, mas falta ela (a juíza) aclarar essas decisões. Queremos cumprir a determinação judicial da melhor forma possível”, pontuou o presidente do Conselho.

Por fim, toda essa turbulência judicial tem impacto direto no futuro financeiro do Bugre, paralisando a chegada de investimentos. Questionado sobre os reflexos na constituição da SAF, Dr. André Torquato foi sucinto.

“Em relação à proposta do investidor, eu não tenho maiores detalhes se, resolvida essa questão, a proposta será apresentada. No momento, as coisas estão um pouco indecisas até que se resolva essa questão das novas eleições”, completou.

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