Guarani 1×0 Ponte Preta: Bugre supera expulsão, vence dérbi 213 e afunda Macaca no Z-2

Guarani 1×0 Ponte Preta: Bugre supera expulsão, vence dérbi 213 e afunda Macaca no Z-2

O Guarani é o vencedor do dérbi 213. Mesmo atuando com um jogador a menos por mais de 70 minutos, o Bugre mostrou força, organização e espírito competitivo para vencer a Ponte Preta por 1 a 0, na tarde deste sábado, no Brinco de Ouro.

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O gol da vitória saiu aos 46 minutos do segundo tempo, com Herbert, atacante que defendia a própria Macaca até duas semanas atrás e optou por “descer a avenida” no maior clássico do interior paulista.

Com o resultado, o Guarani se mantém firme na briga por uma vaga no mata-mata do Paulistão, enquanto a Ponte Preta segue afundada na lanterna da competição, dentro do Z-2, restando apenas dois jogos para o fim da primeira fase.

O triunfo também amplia a vantagem bugrina no retrospecto geral: agora são 213 clássicos, com 72 vitórias do Guarani, 70 da Ponte Preta, 70 empates e um resultado desconhecido.

Primeiro tempo: domínio, expulsão e resistência

O início de jogo foi de controle total do Guarani. Com mais posse de bola, circulação rápida e presença ofensiva, o Bugre empurrou a Ponte para o próprio campo e criou as primeiras chances ainda nos minutos iniciais. Isaque arriscou de fora da área, enquanto a zaga alvinegra precisou se desdobrar para bloquear finalizações perigosas dentro da pequena área.

O panorama da partida mudou aos 20 minutos, quando Diego Tavares foi lançado em profundidade, ficou cara a cara com Caíque França e acabou derrubado pelo goleiro bugrino fora da área. Após revisão do VAR, o árbitro mostrou o cartão vermelho direto, deixando o Guarani com um jogador a menos.

Com superioridade numérica, a Ponte passou a ocupar mais o campo ofensivo e criou suas melhores oportunidades ainda na primeira etapa. Cristiano e Diego Tavares exigiram grandes defesas de Mateus Claus, que entrou no lugar do goleiro expulso e foi decisivo para segurar o empate até o intervalo.

Segundo tempo: superação e castigo no fim

Mesmo com um homem a menos, o Guarani voltou melhor do intervalo. A equipe reorganizou suas linhas, foi competitiva na marcação e não se limitou apenas a se defender. Guilherme Parede e Kauã Jesus obrigaram Diogo Silva a trabalhar, em lances que evidenciaram a coragem bugrina mesmo diante da inferioridade numérica.

A Ponte teve mais posse, mas mostrou dificuldades para transformar volume em chances claras, além de demonstrar nervosismo — inclusive em discussões entre atletas em campo. As alterações promovidas por Matheus Costa geraram protestos da torcida, mas surtiram efeito no comportamento coletivo da equipe.

A recompensa veio já nos acréscimos. Aos 46 minutos, Lucca fez boa jogada pela esquerda, passou por Cachoeira e encontrou Herbert, que finalizou com precisão para marcar o gol da vitória bugrina, explodindo o Brinco de Ouro.

No lance seguinte, a Ponte ainda acertou a trave com Luís Phelipe, mas o placar não foi mais alterado. O apito final confirmou uma vitória emblemática do Guarani: sofrida, estratégica e histórica no dérbi 213.

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