Ponte Preta: público no Majestoso cai 54% durante crise e acompanha derrocada na Série B
O que você precisa saber
- A média de público da Ponte Preta no Majestoso caiu 53,9% ao longo da Série B;
- Nas quatro primeiras partidas como mandante, a Macaca levou em média 4.338 torcedores;
- Nos oito jogos seguintes, a média despencou para 1.999;
- A Ponte não ultrapassou 3 mil espectadores em nenhuma das últimas oito partidas em Campinas;
- A queda coincide com o agravamento da crise dentro e fora de campo;
- O levantamento inicial é do jornalista Lucas Rossafa;
- A Macaca não vence há 16 jogos e ocupa a lanterna da Série B, com dez pontos;
- Nos oito jogos mais recentes, o clube também registrou prejuízo com a bilheteria.
A crise da Ponte Preta também aparece nas arquibancadas. Enquanto a Macaca despencou na tabela da Série B e chegou a 16 jogos sem vitória, o público no Moisés Lucarelli caiu de maneira significativa ao longo da competição.
Nas quatro primeiras partidas como mandante, a Ponte levou, em média, 4.338 torcedores ao Majestoso. Nos oito jogos seguintes, a média caiu para 1.999 espectadores.
A redução é de 53,9%.
Mais do que uma oscilação pontual, os números mostram uma tendência. Depois das quatro primeiras partidas, a Ponte não conseguiu mais superar a marca de 3 mil espectadores em nenhum jogo como mandante.
Queda acompanha agravamento da crise
O movimento coincide com o período em que a situação da Ponte Preta se deteriorou dentro e fora de campo.
Nos quatro primeiros jogos em Campinas, a Macaca recebeu Ceará, Vila Nova, América-MG e Sport. O maior público daquele recorte foi justamente o último: 4.803 pessoas, na derrota para o Sport.
A partir daí, os números despencaram.
Contra o Londrina, foram 2.843 torcedores. Depois, Botafogo-SP (2.046), Cuiabá (2.381), Novorizontino (1.483), Criciúma (1.507), Goiás (1.933), Athletic (1.877) e Náutico (1.929).
O jogo contra o Novorizontino registra, até aqui, o menor público da sequência: 1.483 espectadores.
O confronto seguinte, contra o Criciúma, teve 1.507.
De 4,3 mil para 2 mil
A diferença fica ainda mais evidente quando os dois períodos são colocados lado a lado.
Primeiras quatro partidas em casa:
- Ceará — 4.057
- Vila Nova — 4.139
- América-MG — 4.353
- Sport — 4.803
Média: 4.338
Oito partidas seguintes:
- Londrina — 2.843
- Botafogo-SP — 2.046
- Cuiabá — 2.381
- Novorizontino — 1.483
- Criciúma — 1.507
- Goiás — 1.933
- Athletic — 1.877
- Náutico — 1.929
Média: 1.999
Ou seja, a Ponte perdeu aproximadamente 2.338 espectadores por jogo em relação à média das quatro primeiras partidas.
Bilheteria também sente
A redução de público tem impacto direto em uma das poucas fontes de receita disponíveis ao clube neste momento de crise financeira.
Nos oito jogos mais recentes, a Ponte registrou prejuízo com a bilheteria em todas as partidas, segundo os dados levantados.
Nas quatro primeiras, houve lucro apenas contra o Sport, de pouco mais de R$ 19 mil.
O cenário ajuda a dimensionar o problema: justamente quando a Ponte mais precisa aumentar as receitas para lidar com salários atrasados, transfer ban e outras dificuldades administrativas, o principal estádio do clube passou a receber menos da metade do público que registrava no começo da campanha.
Crise dentro e fora do campo
A queda nas arquibancadas acompanha uma sequência de resultados que afastou a Ponte da disputa por objetivos mais ambiciosos na Série B.
A equipe tem dez pontos em 22 rodadas, ocupa a lanterna e não vence há 16 partidas. O período também foi marcado por atrasos salariais, protestos do elenco, saída de jogadores, impossibilidade de inscrição dos reforços contratados e mudanças no planejamento.
Agora, a Ponte tenta reagir fora de casa contra o Vila Nova, na próxima quarta-feira.
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