Ponte Preta: Torrano explica caso Thalys, mas permanência ainda depende de salários atrasados

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O que você precisa saber

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  • O presidente Luiz Torrano comentou pela primeira vez a situação do lateral-direito Thalys;
  • Segundo o dirigente, o jogador acionou a Justiça apenas para cobrar os salários atrasados, sem pedir a rescisão do contrato;
  • Torrano afirmou que acredita na permanência do atleta na Ponte Preta;
  • A apuração do Portal CB, porém, aponta que o futuro do lateral segue indefinido;
  • Thalys aguarda o pagamento dos salários dentro do prazo estipulado por seu estafe antes de decidir os próximos passos;
  • Caso a dívida não seja quitada, o atleta deve ingressar com um pedido de rescisão indireta.

Presidente demonstra confiança, mas bastidores apontam cenário de indefinição

O presidente da Ponte Preta, Luiz Torrano, comentou a situação do lateral-direito Thalys durante a sexta edição do programa “Pauta do Dia”, publicado nos canais oficiais do clube. O dirigente afirmou que a medida adotada pelo jogador na Justiça não representa, neste momento, um pedido para deixar o Moisés Lucarelli.

Segundo Torrano, a ação teve como objetivo apenas formalizar a cobrança dos salários atrasados.

“A ida do Thalys na Justiça foi para emitir um ofício e solicitar o pagamento dos salários atrasados. Não se trata de uma rescisão. Estamos tentando colocar tudo em dia, assim como o pagamento do restante do elenco.”

O presidente também demonstrou confiança de que o lateral continuará fazendo parte do elenco comandado por Márcio Zanardi.

Apesar do discurso otimista da diretoria, a apuração do Portal CB mostra um cenário diferente.

Pessoas ligadas ao atleta afirmam que Thalys ainda aguarda uma solução para os atrasos salariais antes de definir seu futuro. O desejo do jogador é permanecer na Ponte Preta, mas somente se houver uma regularização financeira dentro do prazo estabelecido por seu estafe.

A data limite não foi divulgada, mas consta na notificação judicial encaminhada ao clube.

Outro fator pesa na decisão do lateral. Thalys já atingiu 12 partidas pela Ponte Preta na atual Série B. Caso entre em campo mais uma vez, não poderá defender outro clube da competição nesta temporada, situação que faz o atleta agir com cautela enquanto aguarda uma definição.

Se o pagamento não ocorrer dentro do prazo previsto, a tendência é que a atual cobrança judicial evolua para um pedido de rescisão indireta, nos mesmos moldes de outros processos movidos recentemente por jogadores do elenco.

Diante desse cenário, a presença de Thalys na partida desta quarta-feira, contra o Criciúma, no Moisés Lucarelli, segue cercada de incertezas. Enquanto a diretoria trabalha para mantê-lo no elenco, a decisão final dependerá da evolução da situação financeira nos próximos dias.

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