Ponte Preta: falas de Torrano geram incômodo no elenco e podem acelerar novas saídas
O que você precisa saber
- Pronunciamentos recentes do presidente Luiz Torrano causaram desconforto entre jogadores da Ponte Preta;
- O Portal CB ouviu atletas do elenco, sob condição de anonimato, que relataram incômodo com declarações do dirigente;
- As falas sobre as saídas de Diogo Silva e sobre a “reformulação” do elenco foram as que mais repercutiram internamente;
- Segundo os jogadores, novas saídas por motivos financeiros podem acontecer nos próximos dias;
- Tárik recebeu sondagem do Londrina, enquanto o lateral-direito Thalys também avalia seu futuro;
- A Ponte Preta vive grave crise financeira e ocupa a vice-lanterna da Série B, sem vencer há dez rodadas.
Declarações do presidente aumentam desgaste interno
Além da crise financeira e da sequência de dez jogos sem vitória na Série B, a Ponte Preta enfrenta um novo foco de desgaste nos bastidores. Os recentes pronunciamentos do presidente Luiz Torrano não foram bem recebidos pelo elenco e, segundo apurou o Portal CB, aumentaram o desconforto entre os jogadores.
A reportagem conversou com dois atletas do grupo, que preferiram não se identificar. Ambos afirmaram que algumas declarações do dirigente acabaram acelerando a decisão de jogadores que já avaliavam deixar o clube por causa dos atrasos salariais.
A primeira manifestação que gerou repercussão negativa foi a relacionada ao goleiro Diogo Silva. Na ocasião, Torrano afirmou que o clube pretendia quitar os débitos e indicou que o jogador não aguardou esse processo antes de buscar a rescisão contratual.
Nos bastidores, parte do elenco interpretou a declaração como uma exposição desnecessária de um atleta que, na visão dos companheiros, tomou uma decisão motivada pelos sucessivos atrasos nos pagamentos.
Outro ponto que provocou incômodo foi a afirmação de que a Ponte Preta passa por uma “reformulação” e não por uma “debandada”. Internamente, jogadores entendem que várias das saídas recentes não partiram de uma estratégia da diretoria, mas da insatisfação dos próprios atletas com a situação financeira enfrentada no clube.
Casos como os de Diogo Silva e William Pottker são citados pelos próprios jogadores como exemplos de desligamentos motivados principalmente pelo cenário econômico vivido no Moisés Lucarelli.
Segundo apuração do Portal CB, o risco de novas baixas permanece. Atletas ouvidos pela reportagem afirmam que outras duas ou três saídas podem acontecer nos próximos dias caso o quadro financeiro não apresente evolução.
Entre os jogadores que avaliam o futuro está o volante Tárik, recentemente sondado pelo Londrina. O meio-campista ainda tem contrato com a Ponte, mas pretende ouvir a proposta do clube paranaense.
Outro nome que também analisa a possibilidade de deixar o Majestoso é o lateral-direito Thalys, que estuda um pedido de saída diante do atual cenário.
Enquanto tenta reorganizar as finanças, derrubar o transfer ban e reforçar o elenco para a sequência da Série B, a diretoria também enfrenta o desafio de conter o desgaste interno em um momento delicado dentro e fora de campo.
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