Guarani: “Para seguir sonhando alto, o desempenho precisa voltar a evoluir”, analisa CH
Por Carlos Henrique
O Guarani não jogou bem em Florianópolis. É importante deixar isso claro. Se não fosse a grande atuação de Caíque França, o Bugre dificilmente teria voltado para Campinas com um ponto na bagagem.
O meio-campo voltou a produzir pouco. Isaque, Carlos Eduardo e João Paulo praticamente não conseguiram participar do jogo. Quando três dos quatro jogadores desse setor não conseguem marcar, criar ou manter a posse de bola, a equipe naturalmente sofre. Foi exatamente o que aconteceu.
O Figueirense controlou boa parte da partida porque o Guarani teve um meio-campo apático, omisso e sem capacidade de fazer o jogo acontecer. Isso abriu espaço para uma série de problemas que vieram na sequência.
Também não dá para ignorar os erros individuais. Raphael Rodrigues foi expulso de maneira infantil. Dormiu no lance, viu o atacante escapar e acabou cometendo a falta. Na minha visão, a expulsão foi correta.
Depois, no segundo tempo, veio outra sequência de falhas defensivas no lance do gol do Figueirense. Igor Bolt ganhou na velocidade, houve um bate-rebate dentro da área, Renan Castro tentou afastar e acertou um adversário, enquanto a defesa assistia ao lance. O Figueirense abriu o placar e poderia até ter ampliado, mas faltou competência.
Quem teve competência foi Caíque França. Mais uma vez, salvou o Guarani.
Mas, se houve um destaque positivo além do goleiro, ele está no banco de reservas. Elio Sizenando leu muito bem a partida. As mudanças melhoraram o time.
A entrada de Kauã Jesus deu outra dinâmica ao meio-campo. Renan Castro passou a atuar mais avançado pela esquerda, enquanto Hebert e Guilherme Parede ficaram espetados na frente. O desenho mudou e, curiosamente, mesmo com um jogador a menos, o Guarani passou a incomodar mais o Figueirense.
Depois das alterações, foi o Bugre quem criou as melhores oportunidades. O adversário tentou administrar a vantagem, piorou com as próprias substituições, enquanto o Guarani cresceu na partida.
O empate saiu em uma boa jogada de Emerson Barbosa pela esquerda. A bola atravessou a área e encontrou Ynaiã, um jogador bastante contestado, mas que apareceu no momento certo para marcar um gol que pode representar uma virada de confiança na temporada.
Os números da partida mostram um Figueirense superior. Teve mais posse, mais finalizações, mais escanteios e controlou o jogo durante boa parte do tempo. Mas futebol não se decide nas estatísticas. Futebol se decide na rede.
No fim das contas, vale lembrar uma velha frase: se você não pode vencer, pelo menos empate.
Foi exatamente isso que o Guarani fez. Buscou um ponto importante fora de casa, na base da entrega e da luta. Agora, para seguir sonhando alto na Série C, o desempenho precisa evoluir bastante.
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