Ponte Preta: clube é processado por dívida com padaria e busca novo fornecedor
O que você precisa saber:
- A crise financeira da Ponte Preta ganhou um novo e inusitado capítulo na Justiça: o clube está sendo processado por uma padaria de Campinas.
- O estabelecimento cobra uma dívida superior a R$ 53 mil referente ao fornecimento de pães e alimentos ao Majestoso desde 2025.
- Segundo informações apuradas pelo repórter Heitor Esmeriz, do ge, os donos do comércio tentaram um acordo amigável diversas vezes, mas não obtiveram resposta.
- O diretor jurídico da Macaca, José Henrique Specie, reconheceu a pendência e tenta costurar um parcelamento que caiba no orçamento.
- Em meio ao imbróglio judicial e ao corte no serviço, a diretoria alvinegra já se movimenta nos bastidores em busca de um novo fornecedor.
Chapa quente
A profunda crise financeira que asfixia a Ponte Preta extrapolou os bastidores do departamento de futebol e atingiu a cozinha do clube. Em mais um retrato do momento conturbado da instituição, a Macaca virou alvo de um processo na Justiça paulista movido por uma padaria localizada em Campinas.
O estabelecimento cobra uma dívida que já ultrapassa a marca de R$ 53 mil. O montante é referente à falta de pagamentos pelo fornecimento diário de pães, frios e outros itens de alimentação voltados para a rotina de funcionários e atletas no estádio Moisés Lucarelli, serviço que era prestado regularmente desde 2025.
De acordo com a informação divulgada inicialmente pelo jornalista Heitor Esmeriz, do ge, os proprietários da padaria chegaram ao limite da paciência. Nos autos do processo, a empresa relata que tentou uma resolução amigável de forma exaustiva. Sem qualquer acordo ou retorno efetivo por parte da diretoria executiva do clube, a via judicial foi o único caminho encontrado para oficializar a cobrança.
Com o caso exposto e o processo em andamento, o departamento jurídico da Ponte Preta não nega a existência da pendência. O diretor José Henrique Specie reconheceu publicamente a dívida com o comércio e afirmou que o clube trabalha para tentar costurar um acordo de parcelamento viável para a dura realidade financeira alvinegra.
A ação judicial, no entanto, colocou um ponto final na relação comercial entre as partes e interrompeu o abastecimento diário. Diante da urgência para manter a estrutura alimentar básica dos funcionários e do elenco profissional, a cúpula pontepretana já corre no mercado para encontrar um novo fornecedor que tope assumir o serviço.
A inusitada cobrança por pães se junta a uma longa lista de urgências que sufocam o Majestoso nesta Série B. Além da padaria, o clube lida com o atraso salarial que gerou greve de concentração no elenco, a rescisão de jogadores titulares e o bloqueio de registros imposto pela Fifa.
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