Ponte Preta: inoperância ofensiva assusta e atacantes do atual elenco somam apenas cinco gols no ano

Ponte Preta: inoperância ofensiva assusta e atacantes do atual elenco somam apenas cinco gols no ano
Foto de Marcos Ribolli

O que você precisa saber:

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  • A falta de pontaria tem sido um dos grandes vilões da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro, onde a equipe marcou apenas sete gols em nove partidas.
  • O cenário é ainda mais alarmante quando se observa o desempenho individual: os atacantes de ofício do atual plantel somam apenas cinco gols em toda a temporada.
  • Até o momento, somente Luís Phelipe (2 gols), William Pottker (2) e Diego Tavares (1) conseguiram balançar as redes.
  • Nomes como Brandão, Jonathan Cafu, Rodriguinho, Baianinho e David da Hora seguem zerados. Da Hora, inclusive, perdeu espaço no último jogo após demonstrar forte insegurança.
  • Encontrar soluções para destravar o sistema ofensivo é a principal missão do técnico Rodrigo Santana visando o duelo decisivo deste domingo, contra o CRB.

Setor ofensivo em xeque

A crise que afunda a Ponte Preta na zona de rebaixamento da Série B passa diretamente pela falta de efetividade do seu sistema ofensivo. Com apenas sete gols marcados em nove rodadas na competição nacional, a Macaca não tem sido nada amigável com a bola na rede, transformando a inoperância do ataque na principal dor de cabeça da comissão técnica no estádio Moisés Lucarelli.

O raio-x do elenco escancara a gravidade do problema. Se excluirmos jogadores improvisados e alas que chegam ao ataque (como Bryan Borges), os atacantes de ofício que compõem o atual grupo alvinegro somam míseros cinco gols em toda a temporada de 2026.

A responsabilidade pelos poucos gols anotados está dividida entre apenas três nomes contratados para o setor. Luís Phelipe, com 11 jogos disputados, e William Pottker, com 10 partidas, lideram a modesta estatística com dois gols cada. O experiente Diego Tavares, que já entrou em campo 16 vezes no ano, completa a lista com apenas uma bola na rede.

Enquanto o trio tenta carregar a responsabilidade ofensiva, o restante das opções amarga uma seca incômoda. Jogadores como Brandão (6 jogos), Jonathan Cafu (6 jogos), Baianinho (5 jogos) e Rodriguinho (5 jogos) ainda não conseguiram corresponder às expectativas e seguem zerados.

O caso de David da Hora ilustra bem a fase da equipe. O atacante recebeu a oportunidade como titular na última rodada, mas demonstrou extrema falta de confiança, errou tomadas de decisão e acabou substituído logo após o Londrina abrir vantagem.

A necessidade de encontrar uma formação que consiga agredir os adversários virou questão de sobrevivência para o técnico Rodrigo Santana. A Macaca vem de uma trágica sequência de três derrotas consecutivas na Série B, período em que a defesa ruiu (sofrendo 10 gols) e o ataque pouco produziu (marcando apenas duas vezes). O primeiro teste para tentar corrigir a rota acontece neste domingo, quando o time campineiro visita o CRB, em Alagoas.

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