Guarani: após mudança de filosofia, ‘medalhões’ oscilam e ainda não rendem o esperado
O que você precisa saber:
- O Guarani mudou a sua filosofia de montagem de elenco na transição de 2025 para 2026, aumentando a média de idade do grupo de 25 para 27 anos com foco no acesso na Série C.
- A diretoria abriu os cofres para encorpar o time com jogadores acima dos 30 anos, mas a maioria dos “medalhões” contratados ainda está abaixo da expectativa.
- Nomes de peso como o volante Ralf (que não atua desde fevereiro) e o atacante Lucca (com apenas dois gols no ano) não conseguiram se firmar.
- Por outro lado, a comissão técnica respira aliviada com o bom desempenho de experientes como Caíque França, Jonathan Costa, Maurício Antônio e João Paulo.
- Após perder a invencibilidade, o Bugre aposta na bagagem dos veteranos para dar a volta por cima contra o Barra-SC, neste sábado, e se manter firme no G-8.
A aposta na “cancha” decepciona?
Para tentar o retorno à Série B do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Guarani decidiu mudar a rota do planejamento esportivo. A aposta na juventude da última temporada deu lugar a uma busca por atletas com mais bagagem, aumentando a média de idade do elenco de 25 para 27 anos de 2025 para cá.
A diferença na composição do grupo é gritante. No ano passado, considerando a base titular, o Bugre contava apenas com o zagueiro Alan Santos (34), o lateral-direito Cicinho (36) e o meia Diego Torres (34) na casa dos 30 anos.
Para 2026, o pacote de “medalhões” foi generoso. Chegaram ao Brinco de Ouro o goleiro Caíque França (30); os zagueiros Jonathan Costa (31), Rafael Donato (37) e Maurício Antônio (34); os volantes Ralf (41) e Willian Farias (36); o meia João Paulo (35); e os atacantes Lucca (36), Guilherme Parede (30) e Maranhão (30).
Apesar do currículo pesado, a contribuição técnica da “velha guarda” ainda está muito aquém do desejado neste primeiro semestre. A situação mais drástica é a do volante Ralf: ídolo de Corinthians e Vila Nova, o veterano de 41 anos disputou apenas três jogos na temporada e não entra em campo desde o dia 15 de fevereiro, no duelo contra o Palmeiras pelo Paulistão.
No setor ofensivo, Lucca também não conseguiu assumir o protagonismo esperado. O atacante soma 12 partidas no ano, marcou apenas dois gols e não conseguiu se consolidar como titular absoluto. Remanescente da última temporada, o argentino Diego Torres é outro experiente que vem amargando exibições discretas e perdendo espaço.
A defesa também tem suas oscilações. Contratado para ser o xerife da zaga, Rafael Donato participou de apenas 8 dos 16 compromissos do Bugre no ano (seis como titular) e ainda não é considerado uma unanimidade. Diante deste cenário, a comissão técnica trabalha internamente para extrair mais dos veteranos, estendendo a cobrança para atacantes como Guilherme Parede e Maranhão.
Se alguns medalhões patinam, outros justificam o investimento. As atuações seguras do goleiro Caíque França, a solidez da dupla de zaga formada por Jonathan Costa e Maurício Antônio, e a visão de jogo do camisa 10 João Paulo são os grandes pontos positivos da mudança de filosofia até aqui.
É justamente no peso dessa experiência que o técnico Elio Sizenando confia para a próxima rodada da Série C. Após ter a sua invencibilidade quebrada com a derrota por 3 a 1 para o Ituano no Majestoso, o Guarani tenta sacudir a poeira neste sábado (23), contra o Barra, em Itajaí (SC). O Bugre ocupa atualmente a sexta colocação, com 12 pontos, e precisa do resultado fora de casa para se manter confortável dentro do G-8.
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